The plot thickens
O Pedro escreveu um segundo texto sobre auto-estima, mais elaborado e mais interessante ainda que o primeiro.
Já li e reli algumas vezes e, a cada leitura, um novo trecho ou idéia me chama a atenção e me faz pensar. O Paulo brincou nos comentários que está curioso para ver como eu vou refutar os argumentos do Pedro, mas minha intenção nunca foi - e continua não sendo - fazer minhas idéias prevalecerem sobre as dele. Por vários motivos.
Primeiro, porque acho que se trata de uma opinião muito pessoal. Leiam os comentários do texto abaixo e verão que cada um tem uma visão diferente e muito interessante sobre o assunto (a maioria dos comentários me fez pensar em novas coisas, possibilidades e idéias).
Segundo, porque eu mesma ainda não tenho uma idéia fechada e imutável sobre o assunto (e acho que nunca terei, porque detesto ter idéias imutáveis sobre qualquer coisa).
Minha intenção ao escrever o texto abaixo foi expressar minha reação inicial ao tema, e começar um diálogo com os leitores desse espaço para, quem sabe, juntos chegarmos a algumas conclusões.
O novo texto do Pedro é fabuloso em alguns pontos, traz novos argumentos, novas idéias e novos exemplos. Recomendo fortemente a leitura e, depois, vamos discutir por aqui (que lá não tem comentários).
****update!****
O Pedro escreveu um terceiro texto, ainda mais completo e cheio de idéias (daqui a pouco a gente incentiva ele a escrever um livro sobre o assunto, êeeee!). Leiam.
Achei o texto difícil de entender, vou precisar ler mais umas 2 ou 3 vezes, certeza.
Mas amei tanto o último parágrafo, que deu vontade de copiar e colar no espelho, pra ler todos os dias. Perfect!
Beijo, Paula!
Também gostei muito!
idem paula soares, hahahaha
Ai que puxa…
Gente, eu li umas dez vezes já, hahahaha. Querem que eu traduza? (pergunta sincera, sem ofensas).
Aliás, ontem mencionei hybris pro meu terapeuta - porque tinha a ver com os sonhos da semana E com o texto do Pedro. Ele fez cara de quem não sabia se era de comer ou de passar no cabelo. Aí me dei conta de que talvez esse post não fosse virar um campeão de audiência, hihihi.
Gostei muito do texto do Pedro. Bem completo, bem explicado, bem desenvolvido. E concordo com muito do que ele disse. Mas, novamente, é a visão de alguém que não tem problemas com a auto-estima. Ele tem uma visão clara de si mesmo e uma visão clara dos outros. E pronto. Uma pessoa sem auto-estima não consegue se conhecer a tal ponto de entender que está na tal cidadezinha perdida no nada. Dizer a ela “sai dai, cara, volta pra Manaus” é quase como dizer a alguém que sofre de depressão “pare com esta tristeza, seja feliz”. Ok, certo, correto. Mas como?
Kelly, gosto da sua pergunta final, mas ainda estou pensando e repensando sobre o que ME incomoda nos textos (ou, melhor dizendo, o que ali não tem repercussão interna pra mim). Espero descobrir.
Sabe Paula, o que meio me incomodou nos textos é que são análises (excelentes) bem racionais e muito cerebrais sobre um assunto em que, na minha opinião, vale mais o que vc sente do que o que vc compreende…
Bom, eu sou super suspeita pra falar sobre isso, porque sou MUITO mais emocional do que racional pra certas coisas…hihihi.
Paula, eu acho que dá uma boa aula de interpretação de texto. Não, sério: É um texto que gera uma discussão boa mesmo. Fosse posível um chat, seria mais interessante do que a sua explicação pura e simples. Mas exige tempo e foge do foco, né?! Então bora pra sua tradução =P (E vou ali, aproveitar e ler mais uma vez)
Paula xará! Que idéia sensacional a sua! Será que não é possível um chat??? DESCOBRIREI. Stay tuned.
Li novamente, e foi suficiente pra me esclarecer algumas coisas. Como dica, a leitura do outro texto (http://oindividuo.com/2009/10/16/auto-estima-auto-imagem-duplo-angelico/) ajudou na compreensão desse.
As idéias dele fazem todo sentido e são muito bem articuladas, mas alguma coisa tinha me incomodado. Eu não sabia o que era, e agora descobri.
A questão toda é que ele parte do princípio de que a autoestima é baseada em algo que vem de fora (o que ele chama de heteroestima).
E isso, pra mim, não é a verdadeira autoestima. A verdadeira autoestima é você estar confortável com quem você é, ciente de seus defeitos e qualidades. Você está tranquilo, independente da opinião dos demais. Independente de se julgar um superherói. Você sabe quem você é, gosta de ser assim, e isso é satisfatório para você. Alguém que depende de reforço externo para se sentir feliz é justamente alguém desprovido de autoestima.
Mas por que nos confunde e por que o texto acaba fazendo todo sentido na nossa cabecinha, à primeira vista? Acredito que seja porque essa verdadeira autoestima seja artigo de luxo no mercado, privilégio de poucos. Nós acabamos mesmo deixando nossa opinião acerca de quem somos ser moldada pela visão que os outros tem de nós. Teimamos em nos comparar com as pessoas. No caso dos de baixa autoestima, a comparação é sempre com aqueles em situação melhor, claro. No caso dos arrogantes, ninguém nunca estará no nível deles.
Não devíamos, de fato, olhar apenas pros nossos próprios umbigos e construir nossa imagem a partir do que vemos e preferimos? Por que esa coisa exógena? Eis o nosso desafio.
Ah, mas é essa mesmo a nossa jornada por aqui!