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	<title>Vênus em Capricórnio</title>
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	<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 23:18:51 +0000</pubDate>
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		<title>Breve esclarecimento</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 20:00:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Certa vez li nas internetes que a gente deve escrever para aprender.  Que expressar nossos pensamentos é uma ótima forma de descobrir quais são realmente os nossos pensamentos.
Essa é exatamente a minha intenção nesse blog: escrever para aprender. Colocar em discussão as minhas idéias, pensamentos, dúvidas, reflexões e memórias sobre temas que tenham alguma relação com a pesquisa - interna [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Certa vez li nas internetes que a gente deve escrever para aprender.  Que expressar nossos pensamentos é uma ótima forma de descobrir quais são realmente os nossos pensamentos.</p>
<p>Essa é exatamente a minha intenção nesse blog: escrever para aprender. Colocar em discussão as minhas idéias, pensamentos, dúvidas, reflexões e memórias sobre temas que tenham alguma relação com a pesquisa - interna - que estou fazendo. E ouvir a opinião dos outros, debater, e ter consequentemente novas idéias, pensamentos, etc.</p>
<p>Não faz parte do plano impôr minha percepção do mundo ou convencer ninguém de nada - prefiro muito mais ser convencida, ter momentos a-ha! como diria a Oprah. Por isso mesmo meu convite inicial foi para que me acompanhassem numa jornada.</p>
<p>Então tenham sempre em mente que tudo por aqui é experimental, é mutável, é maleável, é a minha opinião pessoal hoje, que amanhã pode muito bem ser outra. Não sou uma grande pensadora da humanidade e meu único compromisso é de ser humilde e sempre, sempre muito honesta com vocês.</p>
<p>Esclarecido isso, vamos em frente.</p>
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		<title>The plot thickens</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 17:52:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

		<category><![CDATA[auto-estima]]></category>

		<category><![CDATA[auto-imagem]]></category>

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		<description><![CDATA[O Pedro escreveu um segundo texto sobre auto-estima, mais elaborado e mais interessante ainda que o primeiro. 
Já li e reli algumas vezes e, a cada leitura, um novo trecho ou idéia me chama a atenção e me faz pensar. O Paulo brincou nos comentários que está curioso para ver como eu vou refutar os argumentos do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;">O Pedro escreveu um <a title="Novo texto do Pedro" href="http://oindividuo.com/2009/10/10/ainda-auto-estima-x-hetero-estima/" target="_blank">segundo texto</a> sobre auto-estima, mais elaborado e mais interessante ainda que o primeiro. </span></p>
<p>Já li e reli algumas vezes e, a cada leitura, um novo trecho ou idéia me chama a atenção e me faz pensar. O Paulo brincou nos comentários que está curioso para ver como eu vou refutar os argumentos do Pedro, mas minha intenção nunca foi - e continua não sendo - fazer minhas idéias prevalecerem sobre as dele. Por vários motivos.</p>
<p>Primeiro, porque acho que se trata de uma opinião muito pessoal. Leiam os comentários do texto abaixo e verão que cada um tem uma visão diferente e muito interessante sobre o assunto (a maioria dos comentários me fez pensar em novas coisas, possibilidades e idéias).</p>
<p>Segundo, porque eu mesma ainda não tenho uma idéia fechada e imutável sobre o assunto (e acho que nunca terei, porque detesto ter idéias imutáveis sobre qualquer coisa).</p>
<p>Minha intenção ao escrever o texto abaixo foi expressar minha reação inicial ao tema, e começar um diálogo com os leitores desse espaço para, quem sabe, juntos chegarmos a algumas conclusões.</p>
<p>O novo texto do Pedro é fabuloso em alguns pontos, traz novos argumentos, novas idéias e novos exemplos. Recomendo fortemente a leitura e, depois, vamos discutir por aqui (que lá não tem comentários).</p>
<p>****update!****</p>
<p>O Pedro escreveu um <a title="Terceiro texto" href="http://oindividuo.com/2009/10/16/auto-estima-auto-imagem-duplo-angelico/" target="_blank">terceiro texto</a>, ainda mais completo e cheio de idéias (daqui a pouco a gente incentiva ele a escrever um livro sobre o assunto, êeeee!). Leiam.</p>
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		<title>A cura está nos outros?</title>
		<link>http://www.epinion.com.br/venus/?p=8</link>
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		<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 01:35:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

		<category><![CDATA[auto-estima]]></category>

		<category><![CDATA[auto-imagem]]></category>

		<category><![CDATA[elogio]]></category>

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		<description><![CDATA[Pouco tempo depois que escrevi o texto abaixo, o Pedro Sete Câmara escreveu este texto, afirmando que a auto-estima seria um mito. Segundo ele:
Para falar de auto-estima, as mulheres* vão usar frases como “gostar de si mesmo”.
Para o Pedro, esse tipo de definição da auto-estima não é realista. Ele entende que:
A auto-estima nada mais é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pouco tempo depois que escrevi o texto abaixo, o Pedro Sete Câmara escreveu <a title="Sobre auto-estima" href="http://oindividuo.com/2009/08/19/auto-estima-hetero-estima/" target="_blank">este texto</a>, afirmando que a auto-estima seria um mito. Segundo ele:</p>
<blockquote><p><em>Para falar de auto-estima, as mulheres* vão usar frases como “gostar de si mesmo”.</em></p></blockquote>
<p>Para o Pedro, esse tipo de definição da auto-estima não é realista. Ele entende que:</p>
<blockquote><p><em>A auto-estima nada mais é do que uma hetero-estima, uma estima que vem dos outros. Quer aumentar a auto-estima de uma mulher? Faça com que ela receba elogios de pessoas a quem ela atribui prestígio</em></p></blockquote>
<p>Como tinha tudo a ver com o tema desse blog e meu projeto pessoal, fiquei um bom tempo pensando sobre a idéia do Pedro. E discordo. Pelo menos no meu caso, a auto-estima &#8212; e a auto-imagem, sobre a qual ainda vou falar muito por aqui &#8212; é uma construção absolutamente particular.</p>
<p>Concordo com a parte em que ele diz que &#8220;palavras de reprovação de quase qualquer pessoa podem ter um efeito negativo&#8221;. Mas, pelo menos no meu caso, o elogio, venha de quem vier, é incapaz de modificar a forma como me vejo ou como me sinto. Prova disso é que, se fosse assim, eu não precisaria escrever esse blog, trabalhar nesse projeto e quebrar a cabeça para restaurar a minha auto-imagem e auto-estima. Já recebi elogio de muita gente que &#8212; para mim &#8212; era suficientemente importante. Não resolveu.</p>
<p>Acho que o elogio que vem de fora agrada, claro, e faz a gente feliz por algum tempo. Mas é como o efeito de uma droga qualquer, tem prazo de validade, justamente porque vem de fora. É um remédio paliativo que aplaca temporariamente a dor de uma auto-estima doentinha, mas não cura a doença.</p>
<p>E vocês, o que acham?</p>
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		<title>O começo</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Jul 2009 23:46:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[A jornada]]></category>

		<category><![CDATA[amor próprio]]></category>

		<category><![CDATA[auto-estima]]></category>

		<category><![CDATA[auto-imagem]]></category>

		<category><![CDATA[jornada]]></category>

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		<description><![CDATA[

Fui uma criança muito bonitinha até os 6 anos de idade. Aos 7 anos, arranquei quatro dentes pré-molares, coloquei aparelho fixo prateado e chamativo em todos os que sobraram – sempre devidamente acompanhado de acessórios agravantes como o famoso ‘freio de burro’ — e fui, pela primeira vez na vida, vítima da barbeiragem de um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--StartFragment--></p>
<p class="MsoNormal" align="center">
<div style="text-align: auto;">Fui uma criança muito bonitinha até os 6 anos de idade. Aos 7 anos, arranquei quatro dentes pré-molares, coloquei aparelho fixo prateado e chamativo em todos os que sobraram – sempre devidamente acompanhado de acessórios agravantes como o famoso ‘freio de burro’ — e fui, pela primeira vez na vida, vítima da barbeiragem de um cabeleireiro, com o perdão do trocadilho.</div>
<p class="MsoNormal">Com a boca inchada e cheia de metais, uma franja inaceitável e um figurino digno de uma senhorinha de 90 anos de idade, fui introduzida ao maravilhoso mundo das pessoas feias.</p>
<p class="MsoNormal">Daí em diante, uma série de traumas — piadinhas de amigos, desventuras amorosas, e mesmo a realidade nua e crua do amigo espelho — foram aos poucos cristalizando a minha auto-imagem de uma menina feia, que cresceu para se tornar uma mulher igualmente feia. Às vezes muito feia, às vezes feinha, às vezes até ‘ajeitadinha’, mas nunca bonita. Nunca satisfeita com a imagem que via no espelho.</p>
<p class="MsoNormal">Aos 22 anos de idade, já casada com meu primeiro marido, eu fazia duas horas diárias de exercícios, acompanhada de <em>personal trainner</em>. Apesar dos meus parcos cinqüenta quilos, me arriscava em tratamentos de vanguarda como injeções de substâncias esquisitas para queimar gorduras invisíveis na minha barriga, que eu também tentava moldar à base de lipoescultura com as mãos, que custava uma pequena fortuna mensal. E apesar da pouca idade, gastava rios de dinheiro em cosméticos de última geração e inacreditáveis aplicações de Botox para congelar rugas que só eu via.</p>
<p class="MsoNormal">Ainda assim, não estava satisfeita com a minha imagem.</p>
<p class="MsoNormal">Até que, aos 25 anos de idade, conheci uma astróloga e, ao fazer meu Mapa Astral, descobri uma tal Vênus em Capricórnio na Casa Cinco, que era a grande culpada por todos os meus problemas. Descobri que, quando eu me olhava no espelho e procurava somente os defeitos — e encontrava, claro —, era a Vênus que estava sussurrando nos meus ouvidos e tapando os meus olhos para as minhas qualidades e meus pontos fortes.</p>
<p class="MsoNormal">Mas, como muitas coisas na juventude, descobri isso tudo de forma exclusivamente racional, não conseguindo extrair desse conhecimento praticamente nenhuma lição prática para minha vida. Embora, a partir daquele momento, eu soubesse que só eu me achava tão monstruosamente feia, e que muitas pessoas em volta me achavam qualquer coisa entre bonitinha e linda,<span>  </span>meus esforços para transformar essa informação em mudança foram poucos. E foram inúteis.</p>
<p class="MsoNormal">Naquele tempo, eu tinha um blog lido por mais de 3 mil pessoas por dia, tinha virado uma ‘celebridade da internet’ — como brincam meus estagiários — e cheguei ao ponto de ser parada na rua para dar autógrafo mais de uma vez, tudo isso considerando que nunca escrevi nada com nada, apenas textos leves sobre minhas aventuras e desventuras nesse mundo.</p>
<p class="MsoNormal">As pessoas me faziam elogios dos mais variados. Ainda assim, eu continuava me achando feia. E passei a achar que aquele monte de gente que de certa forma me admirava <em>online</em> era um bando de doido que não conseguia enxergar o meu verdadeiro eu. O meu eu bem feinho que eu vinha cultivando há tanto tempo.</p>
<p class="MsoNormal">Até que cheguei aos 32 anos e, impulsionada pela maturidade ou pelo mero cansaço de sofrer por causa da distorção entre a minha auto-imagem e a imagem que o mundo tem de mim, resolvi iniciar uma jornada em busca da cura. Uma jornada para restaurar minha auto-imagem, meu amor-próprio e minha auto-estima. Porque não adianta o mundo gostar de mim se eu não me gostar também.</p>
<p class="MsoNormal">Como a escrita está intimamente ligada ao meu modo de ver o mundo e viver minhas experiências pessoais, resolvi relatar essa jornada passo a passo, na dupla expectativa de me disciplinar e, ao mesmo tempo, motivar outras pessoas que vivam esse mesmo problema a buscarem o caminho da cura.</p>
<p class="MsoNormal">Cada um tem que achar o seu caminho, claro. No meu, resolvi contar com a ajuda de alguns profissionais das mais variadas naturezas, que considero importantes para minha educação sobre mim mesma, como consultoras de imagem, terapeuta, astróloga, maquiadora, neurologista e cabeleireiro, dentre outros. Conto, também, com as toneladas de informação disponível no maravilhoso mundo das <em>internetes</em>.</p>
<p class="MsoNormal">Meus amigos, é claro, serão arrastados nessa jornada comigo, quer queiram, quer não. E se você quiser também me acompanhar, será muito bem-vindo. <span> </span></p>
<p><!--EndFragment--></p>
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