Fiquei sabendo pelos meus amados e antenados leitores que O GLOBO publicou, hoje, uma notinha sobre as nossas gatinhas que foram esquecidas pela TAM em NY. Eis a notinha:
“Trapalhadas da TAM
Um casal que acaba de voltar ao Brasil depois de uma temporada em Nova York vai processar a TAM por causa do sumiço, durante 30 horas, de suas gatinhas de estimação. O casal pagou US$ 350 para trazer Dot e Pretinha no mesmo vôo, o JJ8081. As gatas foram entregues, antes do check-in, aos cuidados de um funcionário da empresa e, quando os donos chegaram ao Brasil, cadê Dot e Pretinha? Não tinham embarcado. Só reapareceram no dia seguinte, famintas. Da TAM, o casal não ouviu sequer um pedido de desculpas.”
Detalhes:
1 - foram mais de 30 horas, ao todo.
2 - nada menos que SETE funcionários da TAM (incluindo o COMANDANTE DO VÔO) nos ASSEGURARAM de que nossas gatas estavam DENTRO do avião e BEM
3 - entre o momento da nossa chegada em SP e a hora em que a TAM finalmente DESCOBRIU ONDE estavam as nossas gatas, TRÊS HORAS se passaram. Durante estas três horas, a TAM não conseguia nos informar sequer se nossas gatas estavam VIVAS.
4 - durante estas 3 horas, os funcionários deram prioridade ao atendimento de pessoas que haviam perdido suas MALAS. Foram os próprios passageiros atendidos que pediram aos funcionários para nos dar prioridade pois o nosso caso envolvia SERES VIVOS, do contrário a espera teria sido ainda mais longa.
5 - diante do meu pedido de vouchers para pagar o táxi para casa e de volta ao aeroporto no dia seguinte (quando pegaríamos as gatas), o funcionário da TAM me perguntou POR QUÊ. Isso sabendo que estávamos voltando de uma viagem de um ano, sem carro e sem conta bancária em SP (para quem não sabe, um táxi para Guarulhos varia entre 100 e 150 reais, ou seja, a brincadeira poderia nos custar 300 reais, que não tínhamos como conseguir até as 6 da manhã, horário em que tínhamos que voltar ao aeroporto).

O meu coração fica apertado só de pensar na situação… Como se uma mudança já não fosse trauma suficiente para os bichinhos…
vim deixar aqui a notinha e vi que você já tinha achado. legal.
eu já desisti n vezes de viajar com minha cachorrinha com medo de algo assim acontecer com ela. não consigo MESMO confiar neles.
Só o que nos conforta é saber que, agora, os canalhas serão levados às “barras dos tribunais” . E vão suar frio muito mais que 30 horas =8-)) !!!!
que sacanagem! que absurdo! como se já não bastasse a viagem que é um desconforto para animais, ainda ficaram perdidas como se fossem uma mala. idiotas! pelo menos se deram mal, pois você é advogada e vai meter-lhes uma ação goela abaixo que é claro a TAM vai perder.
Uma pergunta: elas não podiam viajar com vocês na cabine? uma vez voltando de NYC pela Continental havia um gatinho do meu lado (um felino mesmo, pois o dono era feio). Que bom que elas já estão recuperadas e cheias de catnip.
bjs
Eu fico pensando em COMO vc conseguiram manter a sanidade neste momento. Um felino é como um filho! Será que ninguém entende isto? Será que deixariam uma criança assim, perdida, sem ao menos saber posicionar se estão vivas?
Dia desses eu acionei o vet em domicílio pq minha gatinha estava apavorada dentro da casinha pra entrar no carro. Prefiro pagar mais a deixa-la apavorada dentro da caixinha =(
Estou totalmente revoltada! E elas, Paula? Estão bem??
Bjos!
Beatriz, exatamente: como se já não bastasse o trauma da viagem.
raq, minhas duas dicas são: NUNCA viaje pela TAM e, se possível, leve o seu bichinho na cabine contigo. Só assim pra garantir que funcionários idiotas não vão esquecê-lo por aí…
Ivan, pode ter certeeeeeza!
Marcia, elas não podiam ir com a gente porque só permitem UM animal por classe e nós 1 - não tínhamos grana pra um dos dois vir de executiva e 2 - não poderíamos jamais escolher UMA SÓ pra ir na cabine…
Su, nós mal conseguimos mesmo. Sentamos no chão do aeroporto, choramos, Paulo vomitou de nervoso, tentamos ser atendidos no posto médico da Infraero (não conseguimos) e compramos um calmante na farmácia do hospital, viramos a noite acordados esperando elas chegarem e não conseguimos comer absolutamente nada por 12 horas, até que elas chegaram. E durante tudo isso, nunca sequer um pedido de desculpas. Nenhum.
Cara, isso foi MUITO absurdo. Que bom que as gatas agora estão bem, pq quem gosta de gato sabe o quanto são sensíveis… Eles podiam ter morrido, ficado num depósito sem ventilação adequada… Menos mal que tudo acabou com elas (nem tão) sãs e salvas. Processo neles!
Paula e Paulo, queridos! Imagino sua dor e apóio o processo. Até mesmo porque me sinto, de alguma forma, responsável pela viagem das gatinhas… dei todas as dicas que sabia para que vocês as levassem sem maiores problemas para fora do país. E a dor de ‘perder’ um bichano é praticamente comparável com um bebê… são seres vivos, parte que fizemos ser ‘da gente’, e que merecem (e a quem devemos) nosso eterno respeito. Não comparo um filho com um gato porque já tenho parâmetros para comparar… mas acho que amor é sempre amor… e conseqüentemente dor é sempre dor. Processem mesmo, não ajam como brasileiros em sua maioria, que ‘deixam quieto’ as mazelas por um pouco menos de correria. Bisous!
O problema é que no Brasil a justiça é uma coisa tão críptica, confusa, cara, inacessível, incompreensível, demorada e aleatória que para a maioria dos cidadãos comuns, a perspectiva de processar alguém é completamente fora da realidade. Quem processa por causas desse tipo são em geral os ricos ou os que são já parte do meio (como os advogados). Que bom que este é o caso da Paula. :-)
Mas para os outros restam recursos como ameaçar fazer marketing negativo (às vezes funciona), escrever diretamente para algum alto cargo na empresa torcendo para que não seja tão retardado quanto os mais abaixo (um amigo meu conseguiu um carro novo escrevendo para o presidente mundial da Ford - voltou uma ordem para a concessionária brasileira dar um carro novo pra ele sem perguntas ou perder a concessão).
Mas há empresas contra as quais tais recursos são inúteis. Uma Telemar da vida ri na sua cara e não há muito o que você possa fazer. Li em algum lugar que o tribunal de pequenas causas no Rio de Janeiro criou uma divisão especial só de processos contra a Telemar, tal a quantidade. Eles enrolam, protelam, alegam tecnicalidades, no final quase sempre não dá em absolutamente nada.
O sistema judiciário *deveria* ser uma forma de o cidadão comum conseguir se defender de algum jeito desse tipo de agressão inaceitável.
Mas na prática, é em geral completamente inacessível ao cidadão comum sequer entender o que está acontecendo. Interações com a justiça brasileira inevitavelmente nos trazem à mente cenas de “O Processo” de Kafka.
Outra defeito que torna o sistema inutilizável é a morosidade. Justiça demorada perde completamente o sentido. De que adianta seus bisnetos serem compensados 50 anos depois?
Aqui nos EUA, existe um pouco de exagero do lado oposto, em que qualquer um processa qualquer um por qualquer motivo, e advogados têm escritórios walk-in que dão pra rua e anunciam no metrô. Mas isso resulta em alguma coisa. A maioria das grandes lojas, por exemplo, tem uma política de que praticamente qualquer produto pode ser devolvido por qualquer motivo se você mudar de idéia sobre a compra e seu *dinheiro* é dado de volta. Vale muito mais a pena pra eles do que arriscar alguém provar que o produto não faz o que deveria ou o que foi anunciado e aí levar uma multa de verdade no meio da cara.
Assino embaixo o comentário do Sérgio. A menos que o reclamante seja rico, artista ou juiz, que ganham fortunas rapidinho por motivos muitas vezes risíveis, a “plebe” fica à mercê. Há pouco mais de dois anos, o Shoptime me fez de palhaça por UM MÊS, tempo que levei tentando trocar uma mercadoria com defeito. Sempre que eu ligava e dizia que era troca, SEMPRE o sistema estava fora do ar. No dia que eu consegui a autorização, tiveram a pachorra de dizer que eu tinha que devolver a mercadoria para eles via remessa comum, sem registro nenhum, sem segurança nenhuma, pois de outra forma eles não me reembolsavam o gasto com o envio. Entrei com o processo e levei mais de dois anos para receber R$400,00 de indenização! Mas o pior foi quando fui vítima de estelionato, depois de um assalto, mesmo tendo bloqueado todos os cartões e cheques que os bandidos haviam levado. A numeração dos cheques foi adulterada, fizeram empréstimos em meu nome e fui negativada no Serasa e SPC. Processei todos os estabelecimentos e ganhei todas as causas, inclusive contra o Banco Panamericano. Qual não foi a minha surpresa quando, um tempo depois, já provada minha inocência e provado que as dívidas não eram minhas, tive uma compra negada em uma loja financiada por este indigníssimo banco! Meu nome estava na lista negra deles, como se algum dia lhe houvesse devido alguma coisa, ignorando totalmente o veredito do juiz que me inocentou de qualquer ato doloso. Entrei com novo processo, que foi julgado em 2ª instância em Brasília e sabe qual foi o resultado? A “senhora ministra” que analisou o caso chegou à conclusão de que, como não existia nenhuma lei que obrigasse qualquer instituição a tirar o nome de alguém de sua lista de inadimplentes, o Panamericano tinha o DIREITO de manter meu nome na lista negra, por mais que dívida não fosse minha!!! Estou tomada de fúria e indignação até hoje. Este banquinho continua me punindo, mesmo que indiretamente, com a conivência e apoio de nossa “justiça”, pois não tenho como saber se estou comprando em alguma loja financiada por ele, só vou saber quando a compra for negada e passar a vergonha. E eu não posso mais fazer nada, a não ser esperar pela falência do banco e a extinção do seu banco de dados.
tbem li essa nota no jornal,mas nao podia supor que eram vcs…
bjs
Eu tava é lascado. Tenho muito sangue frio, mas nesse caso eu teria perdido a estribeira bonito! Só de imaginar já me dá ódio — ai, se largassem a Caiçara ou a Preciosa desse jeito…
Ah, Paula, processa! Acaba com a raça deles porque não tem nem nome um absurdo desses.
Beijo!
me dá desespero só de imaginar esse absurdo acontecendo com o tonhão e a zefa. porra, eu não tô podendo passar nervoso, paula! que ódio!
Quando li a nota no jornal, tinha certeza que era com vocês. Se as empresas aéreas (e o governo) não têm a menor preocupação com seres humanos, imagina se teriam com animais. Processo, neles! Beijos para o casal.
PUF!!!!! Como assim Sao Paulo????? Exijo um email com detalhes e novidades.
beijos
Paula, sou Gabis amigo do Gui e da Zel. Temos três miaus aqui em casa: Aderbal, Muxu e Sinhá. Amamos nossos animais e nos solidarizamos com vocês, Pretinha e Dot.
Abraço forte.