Uma das primeiras coisas que é preciso entender sobre a Felicidade é que ela é pessoal e intransferível. O que faz uma pessoa feliz não necessariamente funciona com outra e vice-versa. Se, por exemplo, duas pessoas estão jogando xadrez, uma pode estar empolgadíssima e se divertindo horrores enquanto a outra está super entediada e pensando em 10 diferentes formas de se matar.
Um dos maiores motivos de infelicidade é que a gente se condiciona a esperar que certas coisas ou atividades nos deixem felizes quando, na verdade, estas coisas ou atividades são capazes de deixar outras pessoas felizes, não nós.
Eu venha há algum tempo tentando identificar esses “mitos” de felicidade na minha vida e já descobri várias coisas que deixam muita gente alegre e, comigo, não surtem o menor efeito ou, pior, têm o efeito contrário.
Sair em grupos grandes, por exemplo. Descobri que detesto, detesto MESMO sair em grupos grandes, sentar em mesas enormes, ter que gritar pra conseguir me comunicar com todo mundo. Eu gosto de programas com poucos amigos, meia-dúzia no máximo. Que dê pra olhar na cara de todo mundo, de ouvir o que o outro está falando, de falar e ser ouvida/compreendida.
Quando me casei pela primeira vez, aos 22 anos recém completados, fiz uma festa para mais de trezentas pessoas. Como resultado, tudo que me lembro daquela noite foi passar de mesa em mesa cumprimentando – mal e porcamente – os amigos e familiares que se deram ao trabalho de comparecer.
Em abril do ano passado, em preparação para nossa vinda para NYC, eu e Paulo resolvemos oficializar nosso “ajuntamento”. Na data marcada, fomos ao Cartório em Copacabana e, junto de vários outros casais, ouvimos um sermãozinho safado e rápido da Juíza (rindo muito e tirando um sarrão), assinamos os papéis e, dali, seguimos para um dos nossos restaurantes preferidos no Rio, o D’Amicci. Conosco estavam nossas mães, meus dois irmãos e cinco amigas queridas (nossas duas testemunhas, minha futura cunhada e duas amigas de infância).
Sentamos todos numa pequena mesa redonda, comemos muito e muito bem, bebemos vinho, rimos muito e nos divertimos horrores. Mais de uma das pessoas presentes disseram ter sido o casamento mais animado e divertido a que jamais compareceram. Eu, sem sombra de dúvida, me diverti muito mais assim do que na mega festança de quase 10 anos atrás.
Enquanto isso, imagino que certas noivas – e certos convidados – teriam ficado super entediados, sem assunto e deprimidos na mesma situação. Ou seja, felicidade é uma coisa muito pessoal mesmo.
Aos poucos eu vou descobrindo onde encontrar a minha.

(Pode fazer outra listinha aqui? Estou adorando essa série!)
Carnaval é algo que parece deixar o resto da humanidade feliz e saltitante, menos eu. A coxinha de frango do Bar BH, em São Paulo, também.
Por outro lado, acho que devo ser o único da espécie que ainda se diverte muito assistindo ao Oscar. Todos os anos, até o final, gargalhando a cada piadinha do apresentador.
Resposta: Claro que pode fazer listinha! Eu sou super curiosa!
Estou passando pela mesma situação. Enquanto frequento casamentos convencionais às dúzias feito cachos de banana, penso no meu: cidade do interior, churrascão no sítio com direito a campo de futebol e piscina. Você vai estar aqui em junho? Tenho novidades.
Aliás, postei uma foto da minha geladeira cheia e o título “Ah, a feclididade: tão simples” . Mas devem existir coisas que são unânimes para a felicidade - Polinésia Francesa+George Clooney apaixonado.
beijo!
Resposta: Cidade do interior? Tô dentro!
eu adoro assistir séries de TV …ah tenho um trauma de não saber cantar então adoro programas de calouros, dos mais antigos, diga-se Raul gil, aos modernos ídolos.
Paula o idolos desse ano só tem gente sem noção e muita cara de pau, tô com pena dos jurados…. mas tá me fazendo rir horrores!
Rô, eu até sei cantar um tiquinho, mas também adoro programas de calouros! Pena que estou perdendo o Ídolos… Mas em compensação estou vendo American Idol em tempo real pela primeira vez. Bem mais divertido e emocionante quando vc ainda não sabe qual vai ser o resultado.
Beijos!
Paula, o pessoal do fantástico leu o seu blog e fez uma reportagem sobre a felicidade, e acho que o entrevistado é o cara que vc falou, que escreveu um livro.
beijos
Hahaha, foi coincidência mesmo! Mas não viram aqui não, porque eles demoram muito mais do que 2 semanas para fazer uma matéria.