Nos idos de 2006, escrevi um texto brincando com a falta de criatividade de pais que colocavam nomes invertidos em seus filhos, como Oiram, Oicram e Oluap. O povo se empolgou, comentou, mandou outros exemplos e o assunto morreu.
Muitos meses depois, em 2007, recebi um email sobre o post, enviado por um Oiram, que defendia os nomes invertidos e dizia ter - dentre outros negócios - uma fábrica de chocolates. Em homenagem ao Oiram, escrevi este texto. No email dele, o Oiram dizia “Sou diferente e até acredito que sou único”. Levantou, o povo cortou: dezenas de comentários mandando beijos, comentando os chocolates, se solidarizando. Ele, devo dizer, respondeu a tudo sempre com bom humor.
Eis que. No fim do ano, Oiram ressurgiu das cinzas. Um comentário aqui, outro ali, de repente o Oiram me pede meu endereço, às vésperas do meu aniversário. Pronto, penso eu, Oiram finalmente vai me processar. Na dúvida, prefiro não dar o endereço. Eu sempre tenho a minha fé patológica na bondade das pessoas, mas confesso que em dezembro eu estava baqueada por uma série de coisas e preferi não arriscar.
Mas o Paulo, sabe o Paulo?, pois, o Paulo-que-nunca-tinha-esperança-na-humanidade resolveu se encher de fé e ficar tocado com um email do Oiram e deu o meu endereço do trabalho pra ele. Então eis que segunda-feira eu recebi o seguinte:
Vieram chocolates recheados de cupuaçu, araçá-boi (lembram do meu medo?! passou!), jenipapo e açaí com guaraná. Os chocolates são deliciosos (JURO!) e as geléias (de cupuaçu e de açaí com guaraná) eu ainda não provei mas são muito perfumadas. O Paulo fica brigando pra experimentar um pouco de cada coisa e eu deixo, claro, porque se não fosse ele, nada teria chegado. As balas de brigadeiro recheadas de cupuaçu eu estou guardando para uma ocasião especial. Eu altamente recomendo uma visita ao site do Oiram e encomendas pela internet (chega tudo direitinho, super bem embalado e por sedex!).
A moral da história? O Oiram é, de fato, único. Pois só mesmo as pessoas especiais conseguem rir de si mesmas, levar brincadeiras na brincadeira, não criar guerras à toa. E o Oiram é uma dessas pessoas. Toca seus negócios lá em Manaus, ri de quem faz piada com o nome dele, não é vingativo e é certamente um daqueles seres humanos que eu mencionei no outro dia, que valem à pena conhecer.
Taí, mais um presente que este blog me trouxe.

afe, que presentão! mil vivas pra ele, que fique riquíssimo com seus chocolates-temáticos :D
Gente,
To chocado com Oriam…. Muito simpático mesmo… se eu gostasse de chocalate com certeza compraria os dele! heheheh
Abs
Pô Paula, só pra fazer a tampa desta caixa eu cobraria uns 20 mil reais. Bom coração, o do moço.
E vê se deixa o Paulo tomar café comigo, oras, oras :P
Abs pros dois.
Que surpresa boa…. Muito bacana a atitude dele.
Os chocolates do Oiram são imperdíveis, fabulosos!
Tive um aluno que se chamava “Leiram”, e adorava o nome dele. Vai ser um convicto como o Oiram.
Tem gente que vale muito conhecer! Nos engrandece o espírito.
Um grande beijo
Puxa, que simpático. E gentil. Fiquei com vontade de provar os chocolates. E de talvez chamar meu filho de Yllek.
Kelly.
Paula, o Oiram é casado ?
algéum quer me presentera com um desses?
Olha, não é pra criar climão, mas… alguns venenos só fazem efeito depois de alguns dias, sabe?
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brincadeira - rs.
Muito bacana mesmo. Outro dia vi um comentário dele e pensei “será que é aquele que… não, não é”. Mas era.
Agora, e o Paulo, hein? Acreditando na humanidade? Aí cabô.
é mas tomar um café comigo você não foi né
o café esfriou já rssss
(ainda bem, pq odeio café rsss)
Mas eu aceitaria um chocolate rssss
(não conta pra ninguém, ams já sei o que te dar de aniversário)
beijos
Paula:
Adorei. Muito bom. Que presente bom o blog te deu,né? Você merece.
Bjos
Ai que invejaaaa! Jesus como eu amo essas coisas da Amazônia, geléia de cupuaçu, que delicia… ai que saudades do Pará. :-(
Sabe que da primeira vez que o Oiram apareceu eu fiquei com a maior vontade de comprar os produtos dele? Porque aqui em São Paulo é muito difícil encontrar produto amazonense bom… o açaí que vende aqui, por exemplo, é a coisa mais nojenta que eu já vi, tem gosto de terra! E o pessoal come com banana! ECA!
Bom… agora sabendo que além de vender produtos que vem direto de lá, o Oiram ainda é gente boa, com certeza vou fazer umas encomendas!
Eu me lembro desse post. Legal saber que está rendendo frutos, e saborosos, até hoje. Manda um aí, vai! ;)
Agora se o filho de vocês for um menino, ele deve se chamar Oluap. Se resolverem adotar uma menina, registrem-na com o singelo nome de Aluap. Desta forma, eles crescerão fortes, lutando de forma convicta por seus ideais e pela criatividade de seus amados pais em dar-lhes um nome tão único. Quem sabe seja mesmo este o segredo da fofura interior do Oiram?
Beijos!
Literalmente, o Oiram passou ‘mel em boca de criança’! Bela estratégia para vencer barreiras.
Um abraço!
Concordo com a Vanessa!
Olá, Paula!
Eu trabalho com um Odracir! Verídico! E tem a loja de Shopping, a Oruam também.
Ah, e muito obrigado pela ajuda!
Beijo,
Carlos
muito bom! clap clap clap para o oiram.
desde que li seu post sobre estes nomes lembro todo dia do epinion. é que no caminho para a puc tem uma placa de uma construtora que chama oicram (tem um monte de placa pelo rio). eu vejo e lembro de vc e do oiram…
Bombons de jenipapo me deram água na boca…alías, não foi você que há alguns anos atrás disse que nunca tinha visto um?
Bom reencontrar seu blog! Beijos!
Que coisa hem? O que sera que há de errado? Será que Nacráudia tem razão?