Vôo da TAM do Rio de Janeiro para São Paulo. Lá estão Los Paulos, lépidos e faceiros, na felicidade que lhes é típica quando estão voltando para sua mansão depois de alguns dias fora de casa.
O vôo está tranquilo. Há um bebê a bordo, mas ele dorme sossegado no colo do pai que o embala de pé no corredor, muitas fileiras à frente da nossa.
O piloto avisa que teremos que sobrevoar o aeroporto um pouco, devido ao mau tempo. Enquanto isso, as luzes da cabine serão reduzidas, porque ele não é sócio da Light não.
Escurinho. Observamos o bebê no colo do pai. Quando. Sobrevoando a cabeça de ambos (pai e bebê), vemos um bicho. Será um mosquito? Ele voa nervosamente bem perto do pai e bebê, que nada notam. Observamos melhor e, quando o bicho finalmente pára no teto, constatamos, devidamente cho.ca.dos, que se trata de uma BARATA.
Pior. Uma barata VOADORA. Do tipo que levaria o Dr. Bactéria a lavar as mãos compulsivamente 287 vezes só de olhar pra ela.
Ficamos agitados. A barata alterna pequenos intervalos descansado no teto com voadinhas aqui e ali. Cansada com o tempo extra de vôo devido ao mau tempo, ela precisa esticar as pernas. É compreensível.
Quando mencionamos a palavra barata, ouvimos um pequeno frisson dos passageiros mais próximos. Estamos causando no vôo da TAM. Ótimo.
A barata pára novamente e resolvemos tirar a prova dos nove. Chamamos a aeromoça, que vem sorridente nos atender. O Paulo pergunta, como quem pede um chá de erva-cidreira:
“Moça, por acaso aquilo lá é uma barata?”
Ela olha para o bicho lá na frente mas, antes mesmo de dar uma boa olhada, já desconversa: “não, senhor, acho que não”. Diante da expressão do Paulo de “edaê o que tu acha?”, ela vai lá dar uma olhada mais de perto.
E volta. Com a maior cara de pau de todos os tempos aéreos, ela afirma:
“Senhor, é apenas um bichinho de luz. Sabe?”
Sim, sabemos o que é um bichinho de luz: é um bichinho que começa a voar sempre que ACENDE a luz. É também, se não me falha a memória, pequenino e de asas translúcidas. A descrição me parece bastante diferente da do inseto que estou observando, que é PRETO, GRANDE, e só começou a voar quando as luzes se APAGARAM. Ao menos na MINHA Enciclopédia Barsa, o espécime confortavelmente acomodado no teto do avião se parece bastantinho com uma barata.
Nos entreolhamos. Assim que a aeromoça nos dá as costas e volta para a frente do avião (oquei, talvez um pouco antes…ou talvez bem antes, assim que ela termina de dizer “bichinho de luz”), temos um ataque de riso incontrolável.
Nesse exato momento, uma OUTRA barata começa a voar pertinho da primeira, e se acomoda em algum lugar na porta do bagageiro (felizmente, estamos longe o bastante para não sermos capazes de dar as coordenadas exatas).
Enquanto ainda estou rindo pensando na barata como um serzinho de luz, um serzinho de Deus, o Paulo começa a tamborilar no assento e cantarolar um dos maiores clássicos da música popular brasileira: “Toda vez que eu chego em casa, a barata da vizinha tá na minha cama…”
Embalada pela singela canção, a aeromoça volta lá da frente com um guardanapo na mão, vai até a barata o “”"”bichinho de luz”"”"” e o recolhe com tamanha destreza e discrição que mais parece um mágico fechando um lenço. Abracadabra, a barata sumiu.
A aeromoça desaparece na frente do avião e ficamos esperando que ela retorne ao nosso assento com o lencinho e o bichinho de luz, para esfregar na nossa cara. Você apareceu? Nem ela.
Passamos o resto do vôo rindo, cantando, sambando, chorando e nos compadecendo da dor da Senhora Barata, que escondida em algum lugar do bagageiro direito viu o Senhor Barata ser assassinado em pleno vôo. A pobre embarcou tranquilamente com seu marido e chegou a São Paulo viúva.
Fica aí a lição: já não se pode mais confiar no transporte aéreo.

Vocês também só queriam dar “um susto” no pobre bichinho iluminado quando o entregou à aeromoça?
É o exército do Rio fazendo escola.
Susto foi a gente que levou, Loira! Imagina se o bicho resolve voar na nossa direção???
Cara, eu acho que pu-la-va desse avião se acontecesse isso comigo. Eu e uma barata jamais ocuparemos o mesmo ambiente : )
Eu apóio. Só não pulei porque ela estava muuuuitas fileiras à minha frente…
ai Paula vc é a melhor
manda um beijo pro Paulo, e by the way, baratas vivem criando hsiteria coletiva até em rede de tv internacional rsss
http://youtube.com/watch?v=J9pMfZJ0t3c
bjones
HAHAHAHAHA! Ow, Andy, PRECISAMOS marcar o nosso café, né? Pra ver se eu faço um desenho melhor de você, ao vivo e a cores. :)
Eu vi uma barata criança semana passada na perícia médica da prefeitura. Ela era pequena e apareceu do nada (sempre eu vejo esses ataques de insetos ou animais detestáveis como ratos),eu disse: uma barata! Todos me olharam, mas assustada ela sumiu! E eu repetia, não foi alusicnação ela está aqui, se escondeu em baixo da cadeira.
Alguns minutos depois ela apareceu e foi assassinada.
Gi, pelo menos ela apareceu e você não pagou de maluca…rs
Mas você se gaba disso? Eu tenho algo pior e que eu acho bem mais divertido…
Então, um colega do trabalho me emprestou algumas temporadas de Friends, estou num momento de muito cansaço, stress, enfim precisando de antidepressivos naturais. E de repente tudo ficou claro na minha mente, todos os anos que eu não fui ao analista…
Eu sou desastrada como a Rachel e distraída (maluca) como a Phoebe!
Não posso comentar os momentos Rachel, são muitos.
Mas aqui vão alguns dos melhores momentos Phoebe, do mês.
Momento 1
No colégio da noite em que eu trabalho, descobri que o inspetor, tem um irmão, que trabalha lá também e EU NUNCA PERCEBI QUE ERAM DUAS PESSOAS E NÃO UMA SÓ.
Mas isso não foi nada comparado a minha decepção em ver que TODOS DO COLÉGIO, todos msmo sabiam que ele tinah um irmão, TODOS MENOS EU.sOBEM OS CRÉDITOS…
MOMENTO 2
Nas brincadeiras da festa junina do colégio, eu fiquei na linah de chegada, asmática, não sou a pessoa ideal pra ficar correndo com um saco.
E aí professores e alunos na linah de partida, se preparando pra corrida e eu olhando e rindo.
5 minutos depois: Giselle, é pra você gritar ‘Já!!!!’
Ahhhh, jáaaaaaaaaaaaaaaaa!
Smelly cat, smelly cat, what are they feeding you?
HAHAHAHAHAHA! A primeira história é ÓTIMA! Você cumprimentava os dois pelo mesmo nome???
Eu dizia o de sempre Boa Noite, oi, nada pessoal, sou péssima com nomes…
Paula,
Essa foi ótima…. que bom que vc voltou a postar com mais frequência.
Agora aqui entre nós…. classuda pra c*ralho essa aeromoça!
A
Arthur, cê não tem noção da CRASSE. Foi lindo.
Talvez o procedimento como matar insetos esteja no treinamento das aeromoças…
Gi, eu aposto. Ela não poderia saber aquilo da cabeça dela!
TAlvez tivesse anestésico no lenço. A barata não pode correr pq estava em alfa…
Já imaginou se a mulherada descobre essa barata no avião? Seria a primeira vez na história da aviação (e da humanidade) em que se teria notícia de turbulência DENTRO da aeronave (amo essa palavra, é tão chique!). A aeromoça com certeza ficou preocupadíssima com as consequências TRÁGICAS de tal descoberta. Tive uma colega de trabalho que encontrou, ÀS TRÊS DA MANHÃ, uma barata em seu apartamento. Ela pegou o filho de alguns meses de idade, fez uma malinha e rumou à pé, no meio da madrugada, pra casa da mãe. Detalhe: ela morava numa área perigosíssima da Glória. A tresloucada preferiu enfrentar um assaltante a uma barata…
Obs: Vou copiar seu corte de cabelo. Não adianta reclamar.
Dri, a gente ficou sim imaginando o que aconteceria se gritássemos “uma barata!” bem alto, mas achamos melhor não. Sobre o corte de cabelo, ameeega, o corte deu errado meses atrás e estou deixando crescer há quase um ano! Mas tem gosto pra tudo, néam…rs
Eu já vivi uma situação similar, só que no metro do Rio, em horário de rush! Cara, não sei como, mas de repente, abriu uma clareira em torno da barata, todo mundo se espremendo perto das portas, gritos e pânico… Eu, não sabia se ria ou se chorava, espremida num canto!
Ai Patricia, barata no metro ninguém merece! Mas pelo menos você podia saltar na próxima estação…a gente teve que esperar o avião pousar…hehehe
Muito obrigado… agora eu vou ficar com essa música da barata da vizinha o dia inteiro na cabeça. E por associação ainda vou cantarolar aquela do pinto do meu pai que fugiu com a galinha da vizinha.
Bem-vindo ao clube, to com essa música na cabeça há um mês, desde o episódio… e obrigada por me lembrar da música do pinto, agora também fiquei com ela por associação.
Hahahahaha - a musiquinha foi a melhor parte! Nada como encarar a situação de uma forma bem humorada (ou seria debochada?) rsrsrsrsrs
Su, acho que seria um pouco das duas coisas…hehehe
Pra mim esse é o melhor blog ever! Pronto, falei. =)
Oi Elaine! Tô me divertindo aqui com o seu blog, que eu ainda não conhecia! Obrigadinha, agradicida. :)
ps: o mais legal aqui são os comentários, a gente se diverte ainda mais…rs
Tô doida, Elaine! Fui ler até o final e me toquei que eu conhecia sim o seu blog! Que tem aquela frase que o seu amigo cita e que eu também acho genial, super me identifico (acho que até comentei na época) e falei pro Paulo: “Eu suspeito que, para aqueles como nós, que nos desligamos do conforto natal para seguirmos atrás de nós mesmos em terras estrangeiras, talvez a única maneira de manter algum calor no peito que nos diga ‘estamos indo para casa’ seja seguir em movimento, sempre. Talvez essa seja a nossa casa, a estrada. Nada é mais confortável do que estar chegando, ou indo embora…”
Foda foda foda.
Paula, desde que inventaram o RAID(preto) não tenho mais problemas com baratas, agora eu corro atrás delas com sede de vingaça pelos anos que eu fuji delas.
“Não toquem na barreira!!!!! Aqui tem MORTEEEEEEM!!!”
HAHAHAHAHAHAHA!!! Esse comercial é UÓ.
Rô, o problema é ter tempo de pegar o Raid preto enquanto a barata faz a festa pela casa (ou, no nosso caso, no avião). Ou você dorme com ele na cabeceira?…rs
Paula, você acredita que dá tempo deu pegar o raid na dispensa?!quando eu vejo uma barata, não deixo ela perceber que eu a vi(ahahaha eu sou louca ahaha), meu movimentos são friamente calculados kkkk e quando volto, pronto mais um corpo estendido no chão… No meu caso eu faço todo o trabalho: planejo a morte, executo e faço o funeral(essa é a pior parte, dá nojo)
“Comentando o comentário acima”: Eu só mato baratas com raid e congêneres. O problema é que eu até mato a barata com inseticida, mas tenho que chamar alguém para retirar o corpo… Uma vez eu estava no chuveiro toda ensaboada qdo notei uma barata que subiu pelo ralo. Sai do box correndo e peguei meu “raid mata tudo e mais alguma coisa”. Matei a barata, mas liguei para o meu namorado às 8 da manhã para ele vir aqui em casa retirar a barata morta e eu poder continuar o meu banho…
Se não tiver inseticida em casa, a barata vai continuar viva e eu vou tentar espantá-la de algum jeito.
Ah sim, muito relevante esse comentário, Lu! Eu mato barata sem problemas (até mesmo com chinelo, sente a coragem da nega!). Mas o trabalho funerário de recolher o cadáver eu não executo má nem MORTA.
Já me tranquei no banheiro com uma voadora cascuda de uns três quilos. Matei a nojenta e saí chutando até bater na lata de lixo, onde ela foi parar com o auxílio da pá. Odeio barata. Eu sou maior que ela. Ela é que tem que ter medo de mim. Yeah.
Nem acredito…
Já faz um tempo que eu acompanhava o Epinion, mas me mudei para o inteiror, fiquei mais de um ano sem internet (e alienada do mundo estudando para a prova da OAB) e acabei perdendo o hábito de ler blogs. Atualmente voltei a ler alguns que ia encontrando e fazendo novamente minha lista de favoritos, quando, lendo o blog da Zel me deparei com um link q me mandou para cá… Não reconheci de imediato, mas depois “caiu a ficha”… que felicidade!
Não me esqueço de uns posts onde vc falava que anotava tudo no caderninho cor de rosa…
Bom voltar aqui…
Abraços
Oi Renata! E passou na prova? Não perdeu nada, em um ano o mundo dos blogs continua o mesmo. A única mudança é que agora eu anoto num caderninho bege…haha
Passei… em 2005.
Menina, mas não faz um ano, e sim, quatro q deixei de visitar o Epinion… pq entre deixar de ter acesso e reencontrar seu blog foi um tempão…
Faz agora já voltou para os “Favoritos”.
Beijos
welcome back!
Paula, vc é uma mulher muitcho corajosa. Não sei o que seria de mim num avião — o que já meu causa certo desconforto — e com um casal de baratas. Pularia? Talvez, não, mas faria um bom escândalo.
Beijos
Palpi, é que eu tenho mais medo de altura do que de barata…questão de relatividade.
Paula, sensacional esse teu blog, acompanho ha tempos, antes de sua viagem a NY. Você escreve deliciosamente ! Eu morri de rir com essa a situação do casal Barata, coitados, tavam querendo umas milhagens da Tam, e a aeromoça vai lá e mata o Sr. Barata ! E essa aeromoça heim ? Pra trabalhar na TAM deve ter teste de captura de insetos na aeronave !! Tudo de bom pra vc. e boa sorte na adoção !
Oi Bia, deve mesmo ter teste de captura DISCRETA de insetos na aeronave…rs E obrigada! :)
Amei a parede azul. Vou fazer em casa e te mando a fota.
Me emputeci solidária com o biscoito fraude. Ma que merda.
Agora essa história da baratex voando de carona pra Sampa tá tão divertida que chamei o pessoal aqui do sirviço e fiz uma leitura-dramatizada.
Saudade de tu muié!
Beijo-beijo.
Laura! Quero ver fotas! E adorei a leitura dramatizada, eu adoro fazer isso também, de vez em quando pego meus livros preferidos e fico lendo para mamã e o Paulo, coitados…rs
Muito legal seu blog!!!rsrs
xoxo
Dizem que barata fareja perigo, logo seu voo estava a salvo. Mas se aparecer barata querendo sair do avião, é melhor entregar a alma, porque aí, já viu…