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Aventuras do Fim de Semana - Parte 3

9 de November de 2007 · 14 Comentários

O que é que você está fazendo aqui? Este texto foi escrito em November 2007. Tá velho. Defasado. É inútil. Tenho certeza de que há alguma coisa mais nova e interessante por aqui.

No capítulo passado, vocês se divertiram me vendo fazer papel de trouxa ligando para todas as otoridades possíveis e imagináveis de Sampaulo na vã tentativa de resgatar meu pobre e lindo guarda-sol de florzinhas. Vocês sentiram vergonha alheia. Vocês aprenderam que as otoridades de Sampaulo têm prioridades que diferem deveras das minhas.

E, mais importante de tudo, vocês descobriram que a noite caiu e meu guarda-sol ainda estava lá, vinte andares abaixo, meia quadra à esquerda, em outra rua, servindo de quipá para a árvore que orna a entrada do salão de cabelereiros dirigido por Mullets. Para quem não se lembra da imagem, recapitulamos (nessa versão vocês notam a chuva).

Será um homem? Um pássaro? Não! É o super guarda-sol!

Parte 3

Desligo o telefone e, depois do toco gentil do Corpo de Bombeiros (que, surpreendentemnete, tinha ocorrências mais importantes que a minha para atender no meio do temporal), perco as esperanças. Já é tarde, eu e Paulo estamos exaustos.

“Você vai conseguir dormir sabendo que ele está lá embaixo?”, o Paulo pergunta.

“Claro”, eu minto.

E passamos a noite inteira nos revezando em idas de uma em uma hora à área de serviço para abrir a janela e conferir se nosso amado guarda-sol ainda está no topo da árvore. E está. Surpreendemente, os vizinhos não se arriscaram a escalar uma árvore de 10 metros para roubar um guarda-sol usado. Talvez porque, olhando do chão, é difícil adivinhar que há um guarda-sol no tipo da árvore (a não ser que você esteja procurando).

Deitada na cama e olhando para o teto, filosofo sobre quantas coisas boas posso ter deixado passar na vida porque não olhei para o topo das árvores. Tevês de plasma, bicicletas, móveis finos, iates, mulheres, cem mil dólares. Finalmente pego no sono, prometendo para mim mesma que passarei a procurar no meio-ambiente antes de gastar meus dinheiros comprando coisas que a própria natureza pode me oferecer.

No dia seguinte, saímos para tomar café na padaria (um dia me lembrem de contar sobre a experiência glorificante que é essa padaria, com seus fregueses feios e suas crianças escandalosas). No caminho, não resistimos e fazemos um desvio para verificar se nosso guarda-sol está bem (acabamos de olhar para ele lá de cima, pela janela, mas nunca se sabe).

Ele ainda está lá. Mullets nos vê passando e sai do salão para dar bom dia e rir da situação, o puto. Noto, preocupada, traços de intimidade no nosso contato com Mullets. Aquele tipo de amizade inexplicável que surge entre pessoas que passam juntas por grandes catástrofes. Reluto, mas não tem jeito: Mullets já panhou amizade em Los Paulos. Nós somos socialmente irresistíveis.

Tomamos café, checamos as pessoas feias do bairro e suas crianças escandalosas e voltamos para casa um tanto desolados. O dia está lindo. O que será de mim sem meu guarda-sol? Terei eu que compartilhar meu momento de intimidade com o sol com o POVO?

Eis que. Estamos na porta do prédio quando vemos passar…tananan….um CARRO DA NET COM ESCADA DOBRÁVEL NO TETO.

Rebuliço. Oh céus! Oh céus! Um carro da NET com escada dobrável no teto! Dançamos freneticamente na porta do prédio. Os porteiros testemunham Los Paulos em êxtase.

O carro passa na nossa frente e segue reto na nossa rua, passando para a quadra seguinte. Na quadra seguinte, a famigerada feira de domingo bloqueia a passagem. Amamos a famigerada feira de domingo: o carro da NET não poderá escapar. Ele pára num prédio logo antes da feira.

Corremos rua acima feito criancinhas. Reascende em meu coração a chama da esperança.

14 Comentários

  • Em 9 de November de 2007 12:42, Vladimir Cezar disse:

    Quipá! Quipá! hahaha

    Agora vou ler o resto.

    • Em 9 de November de 2007 14:05, Daniela disse:

      Paula, adoro vir aqui. Meu dia fica mil vezes melhor, me divirto e esqueço um pouco dos divórcios e dos pedidos de guarda e afins.
      Outro dia estava lembrando de um post eu, bem antigo, dum dia que você foi com o chefe numa cartomante e ele disse que trabalhava no ramo da bricolagem e quase rolei de rir. Procurei o post e infelizmente não encontrei.
      Beijão

      • Em 9 de November de 2007 14:36, Paula disse:

        Vladmir: e não é? :)

        • Em 9 de November de 2007 14:37, Paula disse:

          Dani, acho que era o texto da Casa do Mago, não era? Tem um jeito de achar, vou descobrir e te falo.
          Beijos

          • Em 9 de November de 2007 14:50, Patrick disse:

            Êba …. vai ter parte 04 !!! Yu-hu…

            Desculpa o entusiasmo, Não é torcida contra. Sei que vocês querem recuperar o quanto antes seu guarda-sol-de-florzinhas-e-pássaros mas esta aventura está tão interessante.

            Mas continuo torcendo por Los Paulos, pelo gaurda-sol e (DEUS) pelo Mullets (sim, porque se tem alguém que precisa de muita, mas moooointa ajuda mesmo, é o phyno dono do salão).

            Bjs e + Bjs.

            • Em 9 de November de 2007 15:07, Andy disse:

              Gata, eu não tava falando do seu garda-sol maravilhoso queimando não,

              esse tem que mos dar a “luz de sua sombra”
              rsss

              Achei só engraçado a associação “bombeiro-fogo–fogo-bombeiro” (e tem uns bombeiros que dão um calor na gente rssss)

              Mas não pra ver queimando

              Nevher..

              eu queria ver queimando o do outro gato, o guarda-chiva-souvenir de amstrerdam por outras razões

              ele me conta que tem namorado depois que fomos pros finalzmentezzzz, não achei legal né…

              Mas “a Maldita” a gente só faz com quem merece

              vc não, vc é ameeeeeeeeegaaaa

              bjo da titia

              • Em 9 de November de 2007 15:07, Andy disse:

                ps, adoro qdo vc fala de mulheres, mercedes, cem mil dólares…

                ctrl+c

                • Em 9 de November de 2007 15:36, Karinny disse:

                  Eu odeio admitir mas vocês são mesmo socialmente irresistíveis…

                  • Em 9 de November de 2007 19:59, daniela disse:

                    irritante, mais uma vez.

                    também vou começar a procurar bens materiais nos topos das árvores. valeu pela dica.

                    bjs,

                    • Em 10 de November de 2007 09:05, Fernanda disse:

                      Aguardemos, então, a parte 4 desta saga…..

                      : )

                      beijos

                      • Em 10 de November de 2007 14:00, Dri disse:

                        Céus, estou quase te mandando um por Sedex… Sei que não substituirá seu amado, mas pelo menos ficará protegida do POVO (junto com as crianças escandalosas, Deus me livre…)

                        • Em 10 de November de 2007 14:46, Renata disse:

                          aaaaaaai.
                          atualiza looogo. to curiosa pra saber o desfecho.
                          uehuehuhee
                          adorei o blog!
                          (:

                          • Em 11 de November de 2007 01:11, Carlos disse:

                            AAAAAAAAAAAAHahahahahahaha! Adorei a história, foi uma aventura (drama?)! Bom, pelo menos o guarda-sol saiu ileso e sem traumas psicologicos aparentes, mas não se surpreendam se ele começar a cantarolar como um pássaro. Esse tipo de confusão mental é normal para gurada-sóis que experimentaram o voô. Ah, ele também pode se sentir ameaçado pelas gatas!

                            Bjos,
                            Carlos

                            • Em 14 de November de 2007 10:41, Andy disse:

                              AGORA você foi linkada no meu blog

                              além disso, mencionada tb, fiz um texto engraçadinho hj (nada como os seus, claro) e coloquei uma referencia tua lá.

                              passa lá pra um chá com bolacha

                              beju gatamm