Medo, pavor
Se eu tenho medo de ser pai? De jeito nenhum. A única coisa que me mete medo, pavor mesmo, nesta história de adoção, é a burocracia. Embora enxergue um propósito na papelada toda (afinal, “eles precisam saber quem a gente é”, como bem argumentou a Paula), a pilha de documentos e atestados me fazem pensar em O Processo, de Kafka. Mais do que uma poluição literária, esta lembrança é reflexo de um pavor natural da burocracia, da força que o Estado, o Leviatã, tem de se intrometer em nossas vidas.
De qualquer forma, fica aqui a lista dos documentos necessários para se começar o processo de adoação:
- Requerimento inicial (fornecido pelo Juizado da Infância e da Juventude ou fórum);
- Certidão de casamento ou prova de união estável dos candidatos, conforme sejam casados ou companheiros;
- Certidão de nascimento para os solteiros (mesmo os incluídos na condição final do item anterior);
- Comprovante de residência;
- Comprovante de rendimentos;
- Atestado médico de sanidade física e mental por médico particular ou da rede oficial de saúde;
- Carteira de identidade;
- CPF (Cadastro Pessoa Física) e Certidão negativa dos distribuidores cíveis e criminais, do foro de seu domicílio.
- Outros documentos, a critério do interessado, comprobatórios de sua aptidão para adotar.
Paulo Polzonoff Jr
Nossa, parabéns pela idéia deste blog. Tenho acompanhado há algum tempo as discussões da comunidade “Adoção, Um Exemplo de Amor”, e concordo que a burocracia é de ter medo. Mas no final tudo costuma dar certo, né? Mesmo assim, é triste perceber que em muitos casos o excesso de burocracia dificulta, retarda e até mesmo inviabiliza muitas adoções. Boa sorte para vocês dois!
Paulo e Paula…
Meus parabéns. Os amores que se decide amar são os mais certeiros, os mais determinantes e os mais bonitos.
Que vocês três sejam muito felizes. Só de saber que essa criança já está por aí, no mundo, esperando por alguém como vocês é algo de arrepiar.
Beijos do Alessandro.
Bia, ainda não vi nenhum caso em que a burocracia inviabilizou a adoção. Pelo contrário, o que eu vejo muito é flexibilidade de muitas comarcas com os documentos exigidos. Por exemplo, se um dos adotantes é autônomo, as comarcas costumam aceitar uma simples declaração de próprio punho. A gente tem que tomar cuidado com as lendas e mitos que rolam por aí…
É menos burocracia que, por exemplo, as imobiliárias do RJ exigem para te alugar um apartamento.
Vai dar tudo certo!
Beijos,
Ale, três ou quatro, já que estamos considerando uma duplinha…
E eu também penso o tempo todo que o nosso filho já está por aí, em algum lugar do país, esperando pela gente. Muito emocionante mesmo.
Beijos,