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Enfim, habilitados!

Amigos queridos, reais e virtuais: estamos habilitados!

Depois da nossa entrevista, em 10 de junho, a psicóloga e assistente social quase nos mataram de ansiedade e demoraram 45 dias para preparar o laudo técnico. E vocês lembram que, no dia da entrevista, nos disseram que o laudo, o parecer do MP E a sentença do juiz demorariam entre 45 e 60 dias.

Entramos em semi-pânico com a demora do laudo. Meu estagiário ia semanalmente à VIJI e nada de novidades. Liguei uma primeira vez e tive uma longa conversa com a psicóloga (essa vale um outro post, inclusive, pelo teor das informações que recebi…), depois liguei de novo e conversei com uma assistente social aleatória, depois numa terceira ligação conversei com a nossa assistente social.

Depois de muito encher o saco da equipe técnica — e aprender que encher o saco e se fazer presente é MUITO importante no processo de habilitação — nosso laudo ficou pronto. Mais uma vez, o estagiário foi à VIJI e conversou com a Promotora, que avisou que já tinha lido tudo e ia dar parecer favorável. Mais uma vitória, agora só faltava a sentença.

Como demos muita sorte em pegar um juiz maravilhoso, o Dr. Iassin (vindo de Santo André, o último caso dele por lá foi o do Celso Daniel, vejam só que mudança de ares!), nossa sentença saiu em poucos dias: habilitados!

Assim, no dia 28 de julho de 2008, passamos a integrar a famigerada “fila” de habilitados à adoção, o que significa que agora basta esperar essa gravidez que não tem prazo certo para acabar.

Posted on August 11th, 2008 by Paula Abreu  |  9 Comments »

Update rápido

Pessoal, nossa entrevista com a psicóloga da Vara da Infância, semana passada, foi ótima. Temos agora uma entrevista rápida com a Assistente Social, essa sexta. A partir de então, haverá a manifestação do Ministério Público e a sentença do juiz. Segundo fomos informados, deve demorar mais ou menos uns 60 dias para estarmos habilitados. Yay!

Posted on June 18th, 2008 by Paula Abreu  |  10 Comments »

Reta final

Ficamos um tempo sem dar notícias por um motivo simples: não havia nada acontecendo a não ser a espera. Nesse meio-tempo, muitas pessoas surgiram por aqui, deixaram comentários, mandaram mensagens, e aproveitei o tempo para responder a todos, fazer novas amizades e me emocionar com a história de outras famílias.

Agora, estamos chegando na reta final da nossa habilitação: nossa entrevista será semana que vem. Depois de toda ansiedade do início do processo, estamos tranquilos. A sensação de estar cada dia mais perto dos nossos pequenos tomou meu coração aos poucos e agora não tenho mais espaço para ansiedade, só para a espera muito amorosa.

Sem preparativos, sem compras, sem decoração de quartinho, porque não sabemos ainda quem serão os pequenos. Mas com muitos sonhos, muitos planos, e muito carinho guardado para quando eles chegarem.

Torçam e rezem por nós para que dê tudo certo na semana que vem. Logo logo voltamos para dar notícias.

Beijos a todos que estão na torcida ou que estão na mesma espera,

Paula

Posted on June 5th, 2008 by Paula Abreu  |  11 Comments »

Adoção consensual

Recebemos muitos comentários e emails perguntando sobre a adoção consensual (quando a mãe quer entregar o bebê a um casal específico). Não é o que estamos buscando, já que não fazemos questão de recém-nascido, mas quem quiser maiores informações sobre esse tipo de adoção pode encontrar aqui e aqui.

Posted on March 21st, 2008 by Paula Abreu  |  7 Comments »

Matéria sobre adoção

Assisti hoje a uma matéria sobre adoção que achei bem completa, falando sobre os aspectos legais, a vida no abrigo, adoção tardia, inter-racial, por mãe solteira, etc. Para assistir, basta entrar no site da Rede Record, colocar “adoção” no campo de busca e, nos resultados, clicar na matéria “Tudo sobre adoção”.

Como sempre que vejo uma matéria sobre adoção, me emocionei muito e fiquei pensando nos nossos pequenos, que logo logo estarão conosco.

Paula 

Posted on February 20th, 2008 by Paula Abreu  |  6 Comments »

Grupos de apoio à adoção

Quando fomos ao Fórum dar entrada no nosso processo, recebemos da psicóloga o contato de dois grupos de apoio na nossa região: o Projeto Acolher ( tels: (11) 9766-3091 ou (11) 5103-2841) e o GAASP (tel: (11) 6994-2103, falar com Regina). Estes e outros grupos de apoio espalhados por SP e pelo Brasil oferecem reuniões mensais em que se discutem temas variados sobre adoção (ex: adoção tardia, grupos de irmãos, preconceitos, mitos, etc.) e a psicóloga da nossa comarca recomendou fortemente que participemos de todas as reuniões que pudermos durante nossa gravidez do coração.

Caso haja alguma leitora ou leitor desse blog que mora em SP, nós estaremos na reunião do dia 2/3 do GAASP e vai ser um prazer encontrá-los por lá!

Paula

Posted on February 12th, 2008 by Paula Abreu  |  11 Comments »

Aos poucos…

…enquanto esperamos, vamos começando a nos permitir sonhar. O primeiro passo foi arrancar das paredes do quartinho dos pequenos duas prateleiras enormes e desengonçadas que já estavam no apartamento quando chegamos. As prateleiras se foram, ajeitamos as paredes com gesso para esperarem o banho de tinta. Que vai ser o segundo passo. Estamos decididos por uma cor neutra, assim não precisamos esperar saber o sexo dos pequenos. Até porque pode ser um casal.

Por enquanto, é só. Pequenos passinhos. Aos poucos, os pequenos vão ficando mais perto de nós. Enquanto eles não chegam, rezo todas as noites para que estejam bem onde estiverem.

Paula

Posted on January 29th, 2008 by Paula Abreu  |  12 Comments »

A dolorosa espera

Este espaço anda em silêncio. Não é por mal. Temos muito o que falar. Mas me parece que semana passada fomos atacados por certa dor da espera. Demos entrada, finalmente, no processo. Agora, não há muito o que fazer, a não ser esperar que as certidões sejam emitidas e as entrevistas marcadas. O tempo ao Estado pertence.

Muita gente tem me perguntado a respeito da “escolha” da criança. Ir ao abrigo ou esperar pela ligacão de um assistente social?

Particularmente, prefiro esperar, por mais que a espera seja cansativa e dolorosa. O motivo é simples: acredito que as coisas certas acontecem no tempo certo. Sei que isso soa esotérico demais, mas eu realmente acredito nisso. Não vou sair feito um louco à procura de uma criança. Na adoção, também há um período de gestação. E ao menos para isso toda a burocracia serve: para nos acalmar um pouco.

Paulo Polzonoff Jr

Posted on January 27th, 2008 by admin  |  48 Comments »

Uma história de adoção

Vejam a história da Regina, que adotou aos 41 anos (separada) o Rodrigo, prematuro, cardiopata, com pedra nos rins, hérnia e alergia a lactose. É uma história emocionante: aqui.

Posted on January 15th, 2008 by Paula Abreu  |  6 Comments »

Mitos e realidades sobre o processo de adoção

Muita gente tem me perguntado sobre o processo da adoção, como funciona, quanto tempo demora. Dentre os muitos mitos e lendas sobre a adoção, me parece que o processo é um dos maiores e mais temidos. Ainda não iniciamos o nosso processo (daremos entrada essa semana), mas eis o que eu sei:

Burocracia. No mundo todo a adoção depende da apresentação de uma série de documentos, não seria diferente aqui. A obrigação do juiz, promotor, psicólogos e assistentes sociais é com o bem-estar das crianças e, por isso, devem fazer o possível para ter certeza de que a pessoa que se propõe a adotar é, de fato, capaz de dar ao adotado tudo o que ele precisa para ser uma criança feliz e bem cuidada. A lista de documentos varia de comarca para comarca (vale a pena uma primeira visita educacional na sua comarca), mas inclui, em geral, cópia de RG, CPF, comprovante de residência, comprovante de renda, atestado de saúde médica e sanidade mental e fotos da família e da residência (algumas comarcas também pedem declarações de idoneidade que podem ser feitas por amigos do adotante). É menos do que qualquer imobiliária do Rio de Janeiro pede a um candidado a locatário. Acho justo.

Habilitação. Não é preciso ter advogado para o processo de adoção, que é muito simples. Com a papelada pronta, o adotante dá entrada no pedido de habilitação no Cadastro de Pretendentes à Adoção (deve ser feito no Fórum competente, de acordo com o endereço do adotante). A partir daí, será designada uma entrevista com a assistente social e a psicóloga da Vara da Infância e da Juventude (em geral, num tempo razoável, no máximo alguns meses depois da entrada do pedido). Em algumas comarcas, depois da entrevista, a assistente social agenda também uma visita à residência do adotante. Passadas estas fases e com parecer positivo dessa equipe técnica, o adotante está habilitado.

A Fila. O mito de que a adoção demora só existe, na verdade, por causa da fila. A habilitação, em si, pode demorar tão pouco quanto uma semana (em comarcas do interior, pequenas e informatizadas), e costuma demorar no máximo alguns meses. Depois de habilitado, contudo, o adotante entra na famigerada “fila”. Isso significa que ele é incluído no Cadastro de Pretendentes à Adoção. Há uma outra fila importante: a das crianças disponíveis para adoção (aquelas que, além de já se encontrarem sob a tutela do Estado, em geral em abrigos, já estão com processo de Destituição do Poder Familiar - DPF pelo menos iniciado). Os profissionais da Vara da Infância e Juventude cruzam as informações das duas filas e a mágica acontece.

A Demora. Ora, se tudo é assim tão simples, por que a demora? Bem, como vocês já devem imaginar, o problema é que as duas filas acima não andam porque elas simplesmente não batem. Enquanto a maioria esmagadora da fila de adotantes busca recém-nascidas, meninas e brancas, a fila de adotáveis é composta na sua maioria por crianças de mais de 3 anos de idade, negras (e na maioria meninos, já que as meninas são mais adotadas). Outro problema é que há muitos grupos de irmãos disponíveis e o ideal é não separá-los. Como 99% dos habilitados não tem disponibilidade de adotar irmãos, as filas não andam.

Moral da história. O processo de adoção não é nenhum bicho-papão. É simples, barato e relativamente rápido, se comparado com qualquer outro processo no Brasil. Se o perfil de criança que você busca não é o padrão, ou seja, se você está interessado em adoção tardia, não tem exigência de raça, aceita grupos de irmãos, aceita doenças tratáveis (hiperatividade, dificuldade de fala tratável com fonoaudiologia, etc.), tudo isso vai impactar no tempo que seu processo vai demorar. Há casos que se encerram em poucas semanas ou meses.

Tudo é possível se você sonhar com uma família especial.

Paula

Posted on January 15th, 2008 by Paula Abreu  |  242 Comments »