Aos poucos…
…enquanto esperamos, vamos começando a nos permitir sonhar. O primeiro passo foi arrancar das paredes do quartinho dos pequenos duas prateleiras enormes e desengonçadas que já estavam no apartamento quando chegamos. As prateleiras se foram, ajeitamos as paredes com gesso para esperarem o banho de tinta. Que vai ser o segundo passo. Estamos decididos por uma cor neutra, assim não precisamos esperar saber o sexo dos pequenos. Até porque pode ser um casal.
Por enquanto, é só. Pequenos passinhos. Aos poucos, os pequenos vão ficando mais perto de nós. Enquanto eles não chegam, rezo todas as noites para que estejam bem onde estiverem.
Paula
Dei entrada no meu processo em 09/07/2007. Já estou de posse da habilitação há 15 dias. Demorou ainda pois houve quase 45 dias de férias, então, acho q não demorou nada. Agora estou comçando a correr atrás de uma criança.
[]s e muiiiiiiiiiiiiiiita sorte e muiiiiiiiiiiiiiiita felicidade.
Oi Elisabete, parabéns pela habilitação: agora você está oficialmente grávida do coração!
Um passo importante agora é mandar a sua habilitação para outras comarcas. Entre nas comunidades do Orkut que linkei no outro dia, elas têm muita informação sobre outras comarcas, endereços, como mandar habilitação, etc. Se precisar de ajuda, basta falar. Boa sorte e volte para dar notícias!
Beijos,
Paula
Paula,
Esse novo blog que vocês estão construindo está lindo, mas um trecho em especial me encheu os olhos d´água…
“Aos poucos, os pequenos vão ficando mais perto de nós. Enquanto eles não chegam, rezo todas as noites para que estejam bem onde estiverem.”
Sou mãe de um pequetito de 2 anos e sei o quanto queremos que estejam bem.
Deus abençoe vocês e seu filho de coração, onde quer que ele esteja.
Um beijo!
Graziela, obrigada pelas suas palavras. É realmente difícil dormir sabendo que seus filhos já estão por aí, em algum lugar, esperando por você. Mas a esperança de encontrá-los é o que nos dá energia para um novo dia.
Beijos!
Oi Paula!
Depois que comecei a ler a sua história de adoção passei a observar mais crítica ao mundo de quem adota.
Conheci um fato há um tempo atrás e não tinha “raciocinado” a respeito.
Uma conhecida trabalha, como enfermeira, em uma clínica legal de ginecologia e obstetrícia que faz abortos clandestinamente. Geralmente são cirurgias como cesarianas, pois a maioria das mulheres que recorre à clínica já passou dos 4 meses.
Não são comuns as cirurgias de bebês de 7 ou 8 meses. Crianças que nascem perfeitas.
A própria clínica possui um cadastro de pessoas interessadas na adoção de um desses bebês, e a fila não é pequena. E a mãe biológica pensa que o “feto” (que já é uma pessoinha) foi morto.
Essa conhecida, certa vez, ajudou a fazer um parto de um bebê de 6 meses, que nasceu perfeito. Mas foi dito a mãe operada que o feto seria descartado (como um plástico descartável).
Como praxe, ligaram para o cadastro de pais adotivos… que não quiseram o bebê porque a mãe era negra.
Movida por amor (palavras dela, para mim se chama compaixão) a enfermeira ligou para uma farmácia e pediu leite, mamadeira e fraldas, e levou a criança para casa.
No dia seguinte o médico que fez o “aborto” (que não seria aborto visto que a criança sobreviveu), deu um atestado médico para a enfermeira registrar o filho como biológico, como se ele tivesse feito o parto dela.
E ela… claro… destruiu toda documentação da mãe que realmente deu a luz, para que a criança não tivesse como encontrar a família biológica nunca.
Há muitas ironias nessa história, e eu não consigo compreender muitas coisas, pois tratam-se de pessoas e sentimentos únicos. Já refleti algumas vezes sobre essa história de uns tempos para cá e já conversei com algumas pessoas sobre ela. Mas me veio à mente e resolvi partilhar com você, porque no carnaval essa enfermeira, que é amiga da família, nos fez uma visita com uma criança linda que se chama Caio e já tem um ano e quatro meses. Muito risonho e ativo, corre e grita muito enquanto brinca, causando a impressão de que há umas 5 crianças correndo pela casa.
Ele é um milagre!
Paula,
Vi esta nota hoje (11/02) no jornal Correio Braziliense, de Brasília, lembrei de você:
“Filhos do Coração”, série que vai ao ar de amanhã à quinta-feira no Jornal Hoje, é composta por três reportagens de Gabriela de Palhano sobre adoção de crianças no Brasil. A jornalista esteve em abrigos de vários estados e conversou com crianças à espera de um novo lar. Também conheceu famílias que estão na fila de adoção e ouviu especialistas em diferentes áreas. No Rio de Janeiro, mais de 450 casais aguardam um “filho do coração”, enquanto 2.500 crianças e adolescentes esperam ser adotados.
Renata, nossa, que história! Eu procuro não julgar nada, pois a gente nunca sabe as motivações das pessoas (nem da moça que foi fazer o aborto, nem do médico que deu o documento falso, nem da enfermeira, etc.), mas para mim prefiro fazer as coisas dentro da lei, até para poder dividir com os meus filhos a história deles, sem ter que esconder nada.
Fico feliz de saber que, neste caso específico, deu tudo certo e todos estão bem e felizes.
Beijos,
Oi Mariane, super obrigada pela dica! Vou ver a que horas passa esse jornal e torcer pra eu estar em casa. Se não, vou ver se o Paulo assiste e depois me conta.
Beijos!
Oi Paula,
Se não der pra você ver na hora, você pode acessar o site do Jornal Hoje depois: http://www.globo.com/jh
Também quero assistir às reportagens, mas também não vou estar em casa. Vou assistir pelo site à noite.
Abração!
Obrigada, Mari! Vou ver hoje à noite com o Paulo. Valeu pela dica, de novo!
Beijos
Olá Paula, e Paulo…
Não vou entrar em detalhes sobre o fato de ter ficado alguns minutos parada ao ler seus nomes, eu sairia do foco do assunto central, a adoção, mas confesso que há coincidências nesse mundo que nos deixam mesmo sem explicação. Li alguns dos post’s e pude me ver em muitas das suas frases, dos seus momentos. Também já passei massa nas paredes mas ainda não decidi a cor com que devo pintá-las. Meu irmão engravidou uma moça que hoje está no quarto mês de gravidez depois de um período em que eu falava com ela todos os dias tentando convencê-la a não abortar. Mãe de duas meninas pequenas, desempregada, mora com a mãe que é quem cria as meninas. Meu irmão, recèm separado, pai de duas meninas também. Ambos dizem que o encontro foi por acaso, sem método contraceptivo, sem camisinha, sem pílula do dia seguinte, nada. Ela queria abortar, meu irmão sabendo do meu sonho em ser mãe (hoje estou com 38 anos, dois abortos espontâneos, nenhuma gravidez bem sucedida) me pediu para falar com ela, não queria que ela cometesse tal ato. Falei com ela uma, duas, dez vezes, fui à Minas, onde eles moram e por fim eles me ofereceram o bebê. Resultado, ele está acompanhando a gravidez, falou com a mãe, se comprometeu a ficar com o bebê e eu, a cuidar dele. Temos conversado, a semana passada ela me ligou para dizer que o bebê já se mexe. Minhas amigas já me dão presentes, sapatinhos, chupetas, comprei berço, guarda-roupas, cômoda, a desculpa que encontrei foi dizer que vou pagando aos poucos e até lá já terminei, mas até agora não tive coragem de olhar direito dentro das caixas no quarto que já está vazio e a espera da tal tinta…O ultrasson está marcado para o próximo dia 30.
E se ela muda de idéia até o fim da gravidez?
O bebê nasce em fins de agosto. Minha mãe está radiante, meu namorado já fala que quer um menino, mas eu pessoalmente, apesar de querer muito, tenho medo, muito medo de acreditar.
Bom, resumidamente é isso, claro que eu poderia falar horas a fio aqui e sei que vocês entenderiam, mas sei que entendem o que não digo também. São os tais sonhos solitários, que aqui ao menos se tornam sonhos solidários.
Adorei o blog.
Oi Ana Paula,
Que bom que você conseguiu convencer a moça a não abortar. Entendo muito a sua expectativa e mais ainda o fato de você ter que controlar um pouco a empolgação porque ninguém sabe o dia de amanhã. Mas, se você está mesmo com o coração aberto para a adoção, mesmo que essa moça específica desista de te dar o bebê, tenha certeza de que o SEU bebê chegará na hora certa. Lute pelo seu sonho!
Beijo e fique bem,