A reação dos outros
Quando você torna pública sua opção pela adoção, é incrível como todo mundo resolve dar pitaco. E, quase sempre, o conselho é desencorajador. Há algum tempo estamos falando às pessoas que pretendemos adotar uma criança. Eu já perdi a conta de quantas vezes escutei histórias horríveis sobre crianças adotadas que se tornaram verdadeiros monstros.
Curioso: isto não acontece quando uma mulher está grávida. Ela exibe o barrigão e todos têm ótimos prognósticos sobre tudo, do parto à faculdade do ser que está por vir. Mas, como se sabe, a realidade não é esta.
Seria espírito de porco de minha parte, mas bem que dá vontade de retrucar às pessoas que têm sempre uma história má na mão todas as agruras do parto. A dor. A angústia do homem. Os fluídos e melecas. A deformação do corpo.
Não que eu ache tudo isto ruim. Não. Ter um filho faz parte da vida. E todas as coisas ruins da gravidez se tornam imediatamente coisas boas quando se pensa que, no futuro, há um ser novo em folha: seu filho ou filha.
As pessoas deveriam entender que, em se tratando de adoção, é a mesmíssima coisa. Haverá problemas, claro. Tudo bem, é possível que não haja melecas. Por outro lado, há toda uma cansativa burocracia. Mesmo assim, os percalços são bem menos difíceis quando se pensa no que nos aguarda no fim do túnel: um filho ou filha.
Paulo Polzonoff Jr
Liga não, Paula. Adotar é um ato extremo de amor. Um total desconhecido se torna parte do grupo mais íntimo por meio desse gesto. Se isso não é milagre, eu não sei o que é.
Olha… adorei o espaço… e se signifca que a Paula vai postar mais aqui… melhor ainda.
Sobre a opção, parabéns….. Tenho uma prima adotada que é uma fofa… e tenho primos biológicos evil! hahahaha O que importa são os pais que ela tem!
Bjs e boa sorte
A
Paulos,
Eu queria muito adotar, assim que me firmasse em alguma cidade aqui no Brasil. Mas aí eu engravidei. E vos digo uma coisa: não-é-fácil. Os palpites errados, as histórias de terror (siiim, cês acham? Vem uma estranha, passa a mão na sua barriga e falta só lançar uma maldição, e assim é a maioria). Eu não diria a “deformação”, mas a “transformação” do corpo é uma loucura. O fervilhar de hormônios, e depois o parto (eu optei por um parto natural, em casa, mas acho que qualquer tipo de parto é punk).
Se eu quisesse mais um filho, de certeza que seria adotado, e de preferência, passada a fase bebezinho, que de mole, só tem a meleca.
Desejo toda sorte, e que vossa gestação corra lindamente!
Dois abraços.
Paula, que coisa boa! Se quiser depois conversamos por e-mail tenho uma amiga que adotou duas crianças - uma menina e um menino, aqui em São Paulo e se quiser entro em contato com ela para vocês trocarem experiências.
Eu tenho a minha pequena (não é adotada) e penso que talvez num futuro próximo acabe adotando uma criança. E vocês tem razão, pois todas as vezes que falo disto com algumas pessoas elas me perguntam porque.
Beijos,
Dani.
Dani, eu adoraria entrar em contato com a sua amiga. Estou mesmo procurando pessoas que tenham feito o processo aqui em SP pra saber como foi a experiência. Se puder, dá o meu email pra ela (ou vice-versa).
Beijos,
Parabéns! Não sei bem o que dizer, mas vai dar tudo certo. Também quero adotar uma criança um dia. Vou rezar por vocês.
Dani, não to achando o seu email, me escreve pls?