O nosso Davi

Há quase um ano, quando adotamos nosso filho, várias pessoas questionaram ou reclamaram que não colocamos fotos dele nos nossos <a href=”http://www.polzonoff.com.br”>blogs</a>, nem mesmo neste espaço, que é totalmente dedicado à adoção.

O fato é que, logo que você recebe a criança que irá adotar, você tem apenas a guarda provisória e, somente depois da entrevista de adaptação, parecer da equipe técnica e sentença do juiz é que se concretiza a adoção, que é definitiva e irrevogável. Antes disso, a gente preferiu não expôr o Davi, nem a nós mesmos, para evitar qualquer tipo de problema.

Mas eis que a adoção saiu em dezembro, um dia depois do nosso aniversário (que é no mesmo dia, para quem não sabe) e nosso pretinho russo virou nosso para todo o sempre. E daí a alegria foi tanta que acabamos esquecendo de colocar fotos! Então, com vocês, o nosso Davi:

Posted on June 8th, 2009 by Paula Abreu  |  No Comments »

Volta Sarah!

Hoje estou com o coração partido por ter conhecido a história da família de Sarah, uma menininha de 11 meses que foi acolhida aos 4 dias de vida por uma família extremamente amorosa. A família, que ainda não estava habilitada a adotar quando Sarah chegou, entrou com o pedido de guarda provisória e adoção, mas foram surpreendidos agora em Maio com a decisão do juiz de retirar a menina deles, o que foi feito!

Como relata a família, a retirada da menina foi feita sem o menor cuidado, sem que sequer dessem tempo à família de entregar os pertences da criança, ou sem que perguntassem hábitos, estado de saúde e alimentação, etc.

Pelo que li do caso, está claro que o juiz não considerou o vínculo inegável que já existe entre a Sarah e a sua família, que é claramente uma família muito amorosa.

A história está sendo contada neste blog, e há uma petição online que peço a todos que assinem. Peço também que divulguem a seus amigos, conhecidos, em blogs, twitter, orkut e onde mais for possível. Vamos ajudar a Sarah a voltar para casa.

Posted on May 21st, 2009 by Paula Abreu  |  2 Comments »

Miss Spider - Desenho animado que fala sobre adoção

No meu primeiro dia das mães com meu filho, assisti com ele, pela manhã, o desenho da Miss Spider. Qual não foi minha surpresa, ao final do desenho (spoiler!), ao ver que a Miss Spider adota uma série de personagens-insetinhos que não encontraram suas mãmães biológicas durante o desenho?! Claro que chorei um monte, mesmo sendo um desenho, porque ele retratou muito bem o que é sentir o amor de mãe mesmo sem ter gerado e, principalmente, mesmo não sendo igual ou sequer parecido.

Certamente é um desenho a ser visto pelas famílias do coração com seus pequenos. E um desenho que quero comprar para ter em casa e assistir mais vezes com o Davi no futuro. Super recomendo a vocês mamães e papais do coração!

Posted on May 18th, 2009 by Paula Abreu  |  No Comments »

Outra história de sucesso!

Depois de publicada a história da Fer abaixo, outros leitores e leitoras do blog se animaram a mandar suas histórias de sucesso. Quando estamos na fila, ou mesmo antes disso, ainda pensando em adotar, as histórias de sucesso são muito importantes para desmistificar e ajudar a conter a ansiedade. Por isso, de hoje em diante vou publicar as histórias de sucesso de adoção dos leitores do blog. Quem quiser ter sua história publicada, basta mandar um email clicando no link do Contato. :)

 

Abaixo, a história da Fabiane:

 

“Paula,

 

Finalmente aprovaram o Cadastro Nacional de Adoção! Pena que levará muito tempo até ser implantado.

 

Por este motivo, segue minha história…

 

Moramos no Rio Grande do Sul, sou casada e até 2004 tinha dois filhos biológicos, como nós queríamos aumentar a família pensamos em adotar um bebê. Mas para nossa surpresa descobrimos que estava grávida. Toda a gravidez  foi perfeita e tranqüila  até o 5º mês quando entrei em trabalho de parto.

Foi feito cesárea com urgência e a Júlia nasceu perfeitinha com 30 centímetros e 620 gramas, sobreviveu apenas 7 dias. A tristeza tomou conta de tudo e de todos, mas superamos.

Em março/2005 nos inscrevemos para habilitação a adoção e até hoje maio/2009, ainda não nos chamaram.

Neste meio tempo achei que deveria fazer alguma coisa, pois tudo o que queríamos era nossa criança.

Em Julho/2007 fui ao Fórum na minha cidade e pedi cópia autenticada de todo o meu processo de habilitação a adoção.

Com ele em mãos, enviei à 5 estados do Brasil, que aceitavam a documentação por correio.

Para nossa felicidade em Janeiro/2008 nos chamaram para conhecer uma menina de 4 anos em Mato Grosso. Feliz da vida, viajamos mais de 2000 Km (dois mil quilômetros), quando chegamos lá a A. nos rejeitou de uma forma que jamais tínhamos imaginado. Tentamos de todas as formas nos aproximarmos dela e não tivemos sucesso, um amiguinho dela é que não saía de perto de nós, mas estamos tão focados em agrada-la que quase não observávamos as outras crianças. Chorei, sofri tanto quanto a perda da minha filhinha em 2004.

Ao falar com a assistente social para avisarmos que voltaríamos ao nosso Estado, meu marido perguntou se poderíamos tentar com outra criança. Ela nos disse que de 50 crianças abrigadas apenas duas estavam aptas a adoção.  ESSA É A REALIDADE DO NOSSO PAÍS!!!

Mais uma vez fomos surpreendidos, porque além da menina A. , a outra criança era o

amiguinho de 3 anos que estava sempre conosco até nos momentos difíceis que passamos lá…

Após passarmos por todos os trâmites legais, há um ano e dois meses temos nosso filho tão esperado e tão amado.

 

Beijos

 

Fabiane

 

P.S.: Continuamos inscritos para adoção no Rio Grande do Sul.”

Posted on May 14th, 2009 by Paula Abreu  |  3 Comments »

Boas notícias - Adoção por uma leitora!

Esse fim de semana fiquei muito feliz ao receber o comentário e email da Fernandes, leitora e antiga desse blog e comentadora super ativa, contando do final feliz do processo dela. Há um tempo eu acompanhava o processo e torcia pela chegada do filhote dessa amiga virtual, e claro que chorei um monte com o email. Com vocês, a história linda:

“Paulinha querida,
 
Na quarta feira a assistente social me ligou, dizendo sobre um bebe de 1 ano e dois meses, chamado Gabriel.
 
Quis ve-lo rapidamente, mas ela agendou apenas para ontem, às 13 horas. Não preciso dizer que não dormi… risos
 
Ontem fui ao fórum, ela me contou a história da criança, e me deu autorização para visitá-lo no abrigo… Fomos (eu e meu marido) e quando lá chegamos, ficamos espantados, um bairro de classe alta, uma casa enorme e o portão se abriu…
 
Ficamos na sala aguardando a assistente social, que abriu a porta com um anjo no colo, meu marido rapidamente pegou no colo, beijou e abraçou. Eu sentei no sofá, coloquei ele de frente pra mim, ele deitou no meu peito, e ali ficou quieto, parado, sem reação…. Eu pegava suas mãos e elas caiam como adormecidas… fiquei espantada e falei:
 
“Ele está doente? Ele deve estar muito doente!!!”
 
A assitente social do abrigo me respondeu:
 
“Mãe, você não sabe o que está acontecendo?”
 
Eu assustada, com aquela reação que já durava uma hora, perguntei:
 
“Não, não sei. O que é?”
 
Ela sorriu e me disse:
 
“Ele está na posição fetal, ele está nascendo neste momento!”
 
Eu chorei, abracei, beijei ardentemente aquele rostinho lindo.
Ele se levantou, como se tivesse terminado um estagio de nascimento, foi para o colo do meu marido, e ali começou a falar, falar e falar… não sei o que era, talvez um pedido de me leve daqui, e a voz dele encheu aquele lugar, de brum bla cá dá má etc…..
 
Não tenho dúvida que foi Deus que nos colocou próximos, até o significado de seu nome não paira duvidas, pois Gabriel significa Enviado de Deus….
 
Esta é a nossa história….
 
Um grande beijo..
 
Fer.”

Posted on May 11th, 2009 by Paula Abreu  |  5 Comments »

As filas desencontradas

Hoje tem matéria na Gazeta sobre a incompatibilidade entre a fila de adotantes e a fila de crianças disponíveis para adoção, sobre a qual já falei aqui no blog. A matéria está aqui.

Meu filho é negro, e chegou para nós desnutrido e muito gripado, precisando de nebulização diária. Se eu tivesse feito as restrições que normalmente outros casais fazem, não seria hoje a mãe mais feliz do mundo.

Posted on April 26th, 2009 by Paula Abreu  |  3 Comments »

Como tudo aconteceu

Eu estava calmamente trabalhando quando, às 14h, a Assistente Social (AS) ligou do Fórum. Achei que ela queria falar sobre o Cadastro Único, mas ela queria saber se tínhamos interesse em ir ao Fórum ver o processo de um menino de menos de um mês.

“Menos de um ano!?”, perguntei espantada.

“Não, menos de um mês.”

Como nosso perfil era de 2 crianças de até 6 anos de idade, achei estranho. Mas, como aceitávamos doenças tratáveis, imaginei que o bebê poderia ter algum problema e ter sido rejeitado por outras pessoas na fila.

“Ele já fez todos os testes de saúde, inclusive neurológicos, e é saudável”, a AS dissse.

Saí correndo do trabalho — meu chefe pensou que eu estava com dor de barriga…e estava! –, peguei o Paulo em casa e lá fomos para o Fórum. Lemos atentamente todo o processo do bebê, e a AS nos informou que um motoboy estava a caminho do Fórum com uma foto.

“Queremos ir no abrigo”, dissemos, e a AS riu espantada: “Vocês não querem nem ver a foto?” Não era necessário. Naquele momento, já sabíamos que era o nosso filho.

Enquanto a AS preparava a autorização de visita e desabrigamento, a foto chegou e ficamos ainda mais apaixonados. O bebê era, além de tudo, lindo.

Deixamos o carro em casa e pegamos um táxi para o abrigo. Primeiro porque somos perdidos em SP, nosso GPS estava sem bateria e o abrigo era num quebradão qualquer que desconhecíamos. Segundo porque não havia a menor possibilidade de nenhum dos dois dirigir, tamanho era nosso nervoso.

Chegamos lá e esperamos que trouxessem o bebê, enquanto conversávamos com as funcionárias uniformizadas. O abrigo era limpo, pintadinho, bem cuidado, e as funcionárias eram todas simpáticas. Tudo parecia um sonho — e era!

Nosso filho chegou, embrulhado numa manta peludinha, e era tão tão tão pequenininho que tomamos um susto. Um susto bom, claro, como todos naquele dia. As funcionárias saíram da sala para nos deixar à vontade para “conversar”, mas não era preciso conversar sobre nada. Só queríamos saber o que precisávamos fazer para levar o nosso filho pra casa, imediatamente.

Ligamos para a AS, que nos deu instruções, e em menos de meia hora saímos do abrigo com o Davi, nosso filho, com a roupa do corpo. Em casa, nada esperava por ele além do nosso amor. Nenhum enxoval, nenhum berço, mamadeira, fraldas, nada nada nada. E nada disso importava.

Às 14h recebemos a ligação da AS. Às 17h estávamos em casa com o Davi. Em três horas, passamos por nove meses de gravidez, trabalho de parto e alta.

Depois de uma correria para comprar mamadeira, fraldas e leite, recebemos a visita da Nacráudia — e do Guilherme, dentro dela –, com roupinhas e presentes pro Davi, do amiguinho que ainda nem nasceu. Outras amigas mães me davam dicas pelo telefone do que eu precisaria comprar no dia seguinte.

O tempo todo, olhávamos para ele e não acreditávamos que era nosso (essa sensação, aliás, durou vários dias…ainda tem horas que volta!). Na sua primeira noite, Davi dormiu num futton, e eu sentada do lado dele, olhando, incrédula, perdidamente apaixonada, eternamente agradecida a Deus, ao Universo, a tudo o que nos colocou juntos nessa vida.

E no momento em que o meu filho segurou minha mão pela primeira vez, toda a minha fé, a fé de uma vida toda, fez sentido.

Posted on August 28th, 2008 by Paula Abreu  |  66 Comments »

Nosso filho chegou!!!

Volto para dar mais detalhes, mas nesta terça-feira chegou nosso filho, Davi, com apenas 20 dias de vida! Ele é lindo e tranquilo e estamos MUITO MUITO MUITO felizes!

Agreadecemos a todos pela torcida. E, às mamães que ainda estão esperando seus filhos, acreditem: cada segundo da espera e cada dificuldade vale à pena!

Posted on August 15th, 2008 by Paula Abreu  |  21 Comments »

Enfim, habilitados!

Amigos queridos, reais e virtuais: estamos habilitados!

Depois da nossa entrevista, em 10 de junho, a psicóloga e assistente social quase nos mataram de ansiedade e demoraram 45 dias para preparar o laudo técnico. E vocês lembram que, no dia da entrevista, nos disseram que o laudo, o parecer do MP E a sentença do juiz demorariam entre 45 e 60 dias.

Entramos em semi-pânico com a demora do laudo. Meu estagiário ia semanalmente à VIJI e nada de novidades. Liguei uma primeira vez e tive uma longa conversa com a psicóloga (essa vale um outro post, inclusive, pelo teor das informações que recebi…), depois liguei de novo e conversei com uma assistente social aleatória, depois numa terceira ligação conversei com a nossa assistente social.

Depois de muito encher o saco da equipe técnica — e aprender que encher o saco e se fazer presente é MUITO importante no processo de habilitação — nosso laudo ficou pronto. Mais uma vez, o estagiário foi à VIJI e conversou com a Promotora, que avisou que já tinha lido tudo e ia dar parecer favorável. Mais uma vitória, agora só faltava a sentença.

Como demos muita sorte em pegar um juiz maravilhoso, o Dr. Iassin (vindo de Santo André, o último caso dele por lá foi o do Celso Daniel, vejam só que mudança de ares!), nossa sentença saiu em poucos dias: habilitados!

Assim, no dia 28 de julho de 2008, passamos a integrar a famigerada “fila” de habilitados à adoção, o que significa que agora basta esperar essa gravidez que não tem prazo certo para acabar.

Posted on August 11th, 2008 by Paula Abreu  |  9 Comments »

Update rápido

Pessoal, nossa entrevista com a psicóloga da Vara da Infância, semana passada, foi ótima. Temos agora uma entrevista rápida com a Assistente Social, essa sexta. A partir de então, haverá a manifestação do Ministério Público e a sentença do juiz. Segundo fomos informados, deve demorar mais ou menos uns 60 dias para estarmos habilitados. Yay!

Posted on June 18th, 2008 by Paula Abreu  |  10 Comments »